Comunidade católica da Várzea promove abaixo-assinado em prol do sino da Igreja N.S. de Lourdes

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Há cerca de dois anos o sino da Igreja Nossa Senhoras de Lourdes, na Várzea Grande, não toca. Foto: Alcides Guedes.


Moradores do bairro Várzea Grande realizam um abaixo-assinado para demonstrar insatisfação com a demora, em relação a decisão tomada, em 2017, pelo Ministério Público, que ocasionou na parada imediata do uso do sino eletrônico da Igreja Católica Nossa Senhora de Lourdes.

A comissão, composta pelas pastorais da paróquia que atuam junto a comunidade e por moradores do bairro, foi formada há cerca de um mês com o objetivo de ser ouvida. “Queremos juntar o máximo possível de assinaturas, tenho certeza que toda comunidade vai participar, pois só no primeiro dia já houve grande adesão das pessoas”, coloca Maria Helena Heckel, integrante da comissão. “Convidamos a todos que se solidarizam com o caso para assinar o abaixo-assinado, que será entregue nos próximos dias ao promotor de justiça”, convida.

O padre da Igreja Nossa Senhora de Lourdes, pe Sésio Bitello conta que acha louvável a mobilização da comunidade. “Se uma só pessoa foi ouvida e atendida nos seus direitos, uma comunidade inteira também tem seus direitos, dentro das leis e normas”, explica.

“Muitos reclamam que não ouvem mais o som do sino em seus horários, uma vez que o mesmo, vinha sendo tocado há mais de 30 anos, já é uma parte cultural do lugar”, complementa o padre.

Sobre o caso

No dia 18 de dezembro de 2017, um oficial de justiça entregou uma intimação do Poder Judiciário de Gramado, determinando a parada imediata do uso do sino eletrônico da Igreja Católica Nossa Senhora de Lourdes, na Várzea Grande. De acordo com o pe Sésio Bitello, o sistema é automatizado e moderno, programado para tocar em horários e com diversos tipos de sons de sinos e outras programações. “Ele funciona com o sistema de quatro cornetas, que emitem o som gravado, com alta qualidade. A duração do som é de 1 minuto e os horários que ele tocava durante a semana eram às 12h, 18h e (18h05 com a Ave-Maria instrumental), 18h30 e 19h (missa) e aos domingos às 07h30, 08h, 08h30 (missa), 12h, 17h30, 18h e 18h30 (missa); frisando, que sempre era apenas 1 minuto em cada horário”, conta.

Um morador, incomodado com o som, entrou com um pedido junto ao Ministério Público, solicitando providências com relação ao som das cornetas e barulhos na igreja. Conforme o mandado para cumprimento de liminar, ficou proibido o uso do sistema de sinos por cornetas, até que a Patrulha Ambiental (Patram), fizesse a medição para regularizar.

Os advogados da Diocese de Novo Hamburgo, entraram com uma resposta, dentro dos trâmites da lei, para a liberação dos mesmos. Segundo Bitello, a Patram fez duas medições em intervalos de meses, somente para medir a altura e não para ajustar o volume e em uma terceira tentativa junto à promotoria, foi que a Patram fez a medição para ajustar dentro das normas. Foi feito uma reunião, com a advogada da diocese e o promotor, para entrar num termo de reconciliação, o qual já foi feito. “Estamos assim, aguardado os trâmites legais para o desfecho junto ao Juiz ou Juíza de Gramado”, diz pe Sésio.

“Queremos com o abaixo-assinado que o promotor agilize junto ao juiz ou juíza, a liberação”, ressalta uma das integrantes da comissão.

Onde assinar o abaixo-assinado

Para assinar o abaixo-assinado é necessário procurar as catequistas,os ministros da eucaristia ou os grupos de pastorais diversos. Segundo a comissão, é um movimento da comunidade, não da Paróquia ou do Pároco.

No final da celebração das missas, sempre haverá pessoas coletando assinaturas. Como também nas reuniões das pastorais e nos encontros de catequese.