Vamos falar de empreendedorismo materno?

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Faz tempo que quero escrever um artigo sobre empreendedorismo materno. Mas acabo me focando em outros temas, principalmente por estarem mais próximos aos quais já trabalho nas redes sociais (finanças e dinheiro, por exemplo). Acredito que no mês das mães chegou o momento de falar sobre isso.

Uma frase que circula pelos grupos de empreendedorismo materno é “Filhos costumam parir grandes empreendedoras”. Porém é preciso analisar a situação pelo viés econômico e social para que se tenham uma visão mais adequada.

Alguns dados que eu que localizei fazendo uma pesquisa breve:

  1. 45% dos lares têm os rendimentos da mulher como principal fonte de renda (dado IPEA);
  2. 50 % das mulheres são desligadas dos seus empregos até 2 anos após o fim da licença maternidade ( fonte Rede Empreendedora Materna);
  3. 75% das mulheres começam a empreender após ter filhos (fonte SEBRAE).
  4. Jornada semanal feminina demandava 53,3 horas semanais em 2019, sendo 34,8 horas de emprego e as 18,5 horas de cuidados da casa e das pessoas. (fonte IBGE)

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O que podemos deduzir cruzando estes dados. A renda da mulher é essencial na maior parte dos lares do Brasil, e o mercado de trabalho ainda não está pronto para acolher uma mulher com filhos pequenos. Por isso muitas optam por empreender, pois buscam autonomia, uma fonte de renda, conciliar as atividades de casa e cuidados com os filhos.

Empreender nessas condições tem seus desafios próprios. Alguns deles são:

-Dificuldade no planejamento e organização da rotina

As demandas são muitas, e a lista de tarefas nesses casos é quase que infinita. Por isso há muita dificuldade para organizar a rotina e fazer um planejamento adequado no negócio.

Alguns aspectos são deixados de lado como, por exemplo, a divulgação do negócio, rotina administrativa, financeira, ect…

– Falta de tempo

Justamente por haverem muitos aspectos para cuidarem o tempo é escasso para se dedicar a cada tarefa.

Algumas não são realizadas por serem consideradas de menor importância, e outras por falta de conhecimento. Falta tempo e recursos para capacitação também.

– Falta de autoconfiança e apoio

Normalmente a mulher empreende em nichos tidos como mais “femininos”. Tais como, vestuário, beleza, utensílios domésticos, revenda por catálogo.

E muitas vezes, este tipo de negócio é visto por ter uma importância social menor. Ainda que sejam áreas que movimentam bilhões de reais todos os anos.

Além disso, falta muitas vezes apoio por parte dos amigos e familiares para que esta mulher tenha como equilibrar todos os papéis aos quais ela é demandada.

Há ainda no momento atual, um panorama de pandemia trás ainda mais obstáculos para serem transpostos. Superar esses desafios nem sempre é possível, com alguns deles nós precisamos conviver diariamente.

Mas outros podem sim, ser superados principalmente através do apoio e do conhecimento.