Um dia qualquer

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Um dia qual em uma qualquer localidade de um não tão importante ano foi que tudo aconteceu. Não havia muito o que fazer, tão quanto o que falar. Tudo aconteceu em um dia qualquer. A data de tão inexpressiva de longe passa a ser lembrada. Assim, alguém qualquer. Uma rotina não importada. Uma rotina como qualquer outra rotina. Alguém qualquer como qualquer outro alguém.

O final do dia é igual ao seu nascer: um dia qualquer. Em verdade, uma única expressividade. Uma pessoa qualquer que num dia qualquer ousou ser diferente. Usou uma outra roupa, uma outra beleza. Mudou o tom da pele, mudou sua sutileza. Alguns passaram a reconhece-la. Antes, uma pessoa qualquer; agora, já alguém. Não mais qualquer alguém. Porém, alguém para alguns. O começo e o fim do dia não são mais iguais. Porque, por assim se ver, ela não mais foi alguém sem paz. Passou a ter nome e sobrenome. Passou a ser alguém.

Moral da História

As vezes estamos tão ocupados em enxergar as coisas na vida como coisas quaisquer. Pudéssemos, nós, compreender que um dia nunca será igual ao outro se formos pessoas diferentes. Pessoas que se permitem melhorar. Aquela qualquer do texto, antes sem nome, às vezes somos nós quando realizamos tudo sem qualquer esforço. Algo simples pode mudar muito. Uma simples troca de roupa pode fazer a diferença na vida de outras pessoas da maneira como não temos ideia. Assim, fica a reflexão: ainda quero ser alguém qualquer?