Thomas More e a Probus Profissional – Parte II

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Na última semana iniciei a obra acerca de More com o título Thomas More e a Probus Profissional. Podemos sim retratar a cotidiana e corriqueira vida de muitos exemplos e testemunhos de vida que perpassam em nosso tempo. Contudo, muito mais ameno e confortável a busca por alguém não perto de nós. Dás vezes, dá segurança não memorar o hoje. Todavia, atualizamos constantemente a história. Está aqui um trecho da última terça-feira.

Um homem de grande nobreza que decide dizer “não” ao sistema social da época. Isso em 1535, na Inglaterra. “A figura de Sir. Thomas More é mais conhecida pelo desfecho dramático em que culminaram os seus dias. Guindado ao mais alto Cargo Público do Reino Unido, como Lord-Chanceler em tempos de Henrique VIII. ” Soube renunciar às honras, aos proventos e à amizade do Rei, quando viu necessário opor-lhe um decidido “não” a propósitos que violam a liberdade da sua consciência. More não foi um cidadão qualquer. Não foi medíocre, tão quanto acomodado. Nem mesmo, desonesto consigo mesmo. Conhecia-se e se respeitava.

Lembremo-nos que probidade deriva de probo, cuja característica um homem honrado, íntegro que apresenta uma conduta irrepreensível. Talvez, incorruptível em melhores termos. Assim, o testemunho de More para conosco. Fora para a guilhotina, arma usada para a execução de desertores. Mas, não um qualquer. Conhecemos muitos que assim criticados são. Pessoas que são mal vistas por seguirem uma conduta íntegra. Mas também, pessoas que se esquecem de viver apegadas ao bem material e a algum título de nobreza apenas pelo bem próprio. Por conseguinte, a probidade se eximiu do nosso meio social.

Por outro ângulo, a vida profissional. Fator emergente da realidade de muitos trabalhadores de baixa renda. Inclusive, quem vos escreve. A dificuldade em separar as coisas. Deixar o corriqueiro trabalho para dar atenção à família ou a si mesmo. Quão refletidos os olhares daqueles que encontramos exaustos em pleno nascer do Sol. Pessoas que deixam de apaziguar as inconsciências para preocuparem-se com o dia seguinte na presença dos filhos ou outrem. Falta a integridade moral, o profissionalismo.

Não obstante, consultórios repletos de pessoas, ou melhor, pacientes desumanizados devido ao excesso de preocupações. Entanto, qual a relação entre nós do século XXI (vinte e um) com Thomas More de 1535?

O reconhecimento da probidade de More partira de duas palavras muito esquecidas hoje: serviço e humildade. Thomas foi rico, “mas nem a riqueza o inchou. ” Foi poderoso, “mas foi uma oportunidade de servir. ” Por isso o reconhecimento de outrem. Uma vida altruísta. Seu profissionalismo não se continha apenas em bem realizar as tarefas. Mas também, bem separar o trabalho da vida particular. Seja hoje com nossos filhos ou conosco mesmos.

Em suma, é possível, ainda que difícil, viver saudavelmente sem se preocupar com o dia de amanhã. Desde que saibamos viver o agora. De maneira íntegra e justa. A capacidade em unir a vida particular com a Probus profissional.

Att, Dieison Barcarolo