Thomas More e a Probus Profissional-Parte I

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Dos caminhos mais difíceis de realizar um sonho é optando por um sistema de contrariedades. A certeza de que irão desgostar de nossas atitudes e decisões posteriores.

Temos um exemplo claro e de grande repercussão histórica; o caso de Thomas More. Um homem de grande nobreza que decide dizer “não” ao sistema social da época. Isso em 1535, na Inglaterra. “A figura de Sir. Thomas More é mais conhecida pelo desfecho dramático em que culminaram os seus dias. Guindado ao mais alto Cargo Público do Reino Unido, como Lord-Chanceler em tempos de Henrique VIII. ” Soube renunciar às honras, aos proventos e à amizade do Rei, quando viu necessário opor-lhe um decidido “não” a propósitos que violam a liberdade da sua consciência. More não foi um cidadão qualquer. Não foi medíocre, tão quanto acomodado. Nem mesmo, desonesto consigo mesmo. Conhecia-se e se respeitava.

No trecho reescrito é colocado à palavra “Guindado”. Uma metáfora que prova sua humildade como um homem que foi eleito sem esforços. Busquemos essa visão como beneficente. Pois, de algum modo, inspirou confiança no meio social em questão. Oque, em nosso meio de convivência é conferido o oposto. Uma busca insana por estar no primeiro espaço da revista. Sem, nem mesmo, citar o primeiro lugar livre do ônibus.

De maneira alguma ele aceitou tomar ordem contra a consciência. Os desafios e conflitos morais iniciaram. Todavia, não deixou de ser quem era. Por lutar pela liberdade foi decapitado. Afinal, estava confrontando um Rei. “Chegou a ser Lord-Chanceler do Reino, mas o cargo não lhe veio para às mãos pelos títulos de nobreza, que não tinha, nem pela adulação, de que jamais se serviu, mas pela sua probidade na vida profissional. ”

Tais trechos reescritos referem à obra de José Lino C. Nieto, cuja formação é doutor em Ciências da Educação e em Direito Canônico. Nasceu em Madri (Espanha) em 1951. Para este, a personalidade do More é de uma distinta classe moral. Oque se diferencia um tanto de nosso meio social. Uma rica compreensão e análise dos fatos. A confiança que More recebeu foi de acordo com sua honestidade e exímio caráter.

Contudo, caro leitor, fixemo-nos na expressão “probidade”. Logo mais “vida profissional”. A primeira origina-se da palavra probus, do Latim. Não é um xingamento –como alguns poderiam imaginar. Aliás, um título de honrarias. Porém, qual a moral de decapitar alguém de tantas honrarias recebidas. Aqui cabe um termo muito utilizado por uma comunidade social: testemunho.

Na mentalidade do Rei, ele servira de testemunho para desertores. Colocando a situação como exemplo: “Ou está comigo, ou está fora. ” Recordando que são duas situações. Uma a não aceitação das respostas do More e, ao mesmo tempo, a admiração por ele. Poderíamos pensar que são fatos somente do século passado. Todavia, muito atualizado e discreto.

Em suma, o sistema de contrariedades mais uma vez atuará de forma veemente. Todavia, o exemplo de Thomas More é um dos muitos trabalhadores que sonham por uma vida justa e honesta. Mesmo que para isso custe o desgosto de outros tantos. Afinal, seguir nossa consciência moral põem em prova nossa astúcia e hombridade.