Superará quem melhor se adaptar

0
997


com Naiana Amorim

Independentemente da explicação que cada um tiver a respeito desta pandemia, um fato é certo: haverá mudanças significativas de comportamento da humanidade e muito provável dos animais de estimação, quando tudo isso passar.

Nessa seara, vale trazer um princípio da Etologia (ciência que estuda comportamento e adaptabilidade animal): sobreviverão as espécies que melhor se adaptarem ao meio ambiente. Enquanto seres humanos, a sociabilidade é parte fundamental da nossa existência; por isso, nossa sobrevivência significa viver e conviver.

Muitos dos conhecimentos e experiências do passado não mais servirão como referências na tomada de decisão, portanto será necessário identificar novos parâmetros diante da nova realidade. Para ilustrar, imagine a seguinte situação: uma pessoa que se alimenta com uma variedade de alimentos, vegetais e de origem animal, decide mudar o hábito alimentar para o veganismo. Contudo, essa pessoa é fissurada por pão de queijo; ela pode encontrar pães veganos com sabor próximo ao do queijo, mas nunca será a mesma coisa. Enfim, com o tempo, seu paladar mudará, bem como sua sensação de saciedade, e as receitas irão ressaltar os ingredientes utilizados ao invés de simular aquilo que não são.

Qualquer que seja a mudança, haverá necessidade de fazer escolhas e é aqui que a problemática surge, visto que acarreta inexoravelmente uma consequência. Assim, ela assemelha-se à plantação – a semente é como a escolha e a colheita é seu resultado. Logo, vem a pergunta: o que desejo colher na minha vida futura?

Desse modo, se toda escolha tem como consequência uma ou mais responsabilidades, é necessário avaliar e planejar nossas futuras decisões.

A instabilidade pode, enfim, ser útil e o novo pode ser bom – pode ser construído. É compreensível o sofrimento que sentimos em momentos de grandes mudanças, de luto e de tantas carências. Contudo, esse sofrimento não pode ser motivo para pararmos; ao contrário, é razão para mudarmos, para melhorarmos, porque merecemos ser felizes.

Então, vamos construir nosso bem-estar?

Uma boa pergunta a se fazer é: tal escolha é viável? Dessa questão surgem outras igualmente importantes: (1) ela está de acordo com aquilo que eu quero para minha vida? (2) tenho recursos internos e externos para executá-la? (3) por que eu quero isso? Nesta questão, será necessário encontrar no mínimo três boas razões; (4) que métrica utilizarei para identificar se os resultados são bons ou ruins? (5) quanto tempo será necessário para viabilizar tal escolha?