“É um sonho poder impactar na melhora da visão das pessoas”, diz Dr. Rodrigo Pazetto

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Rodrigo Pazetto é médico oftalmologista na Gramado Clínica de Olhos. Foto: Arquivo Pessoal.

Formado em medicina pela Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre, o gramadense Rodrigo Pazetto resolveu seguir os passos do pai e especializou-se em oftalmologia pelo Hospital de Olhos do Paraná. Filho de Nilton e Iracema Pazetto, Rodrigo conta que descobriu que queria ser oftalmo quando estava na metade do curso de medicina. Hoje, ele é proprietário da Gramado Clínica de Olhos – GCO.

GN – Por que o interesse pela Oftalmologia?

Rodrigo – Pela história familiar. Vivo a oftalmologia desde criança.

GN – Quando surgiu a ideia de construir uma Clínica de Olhos em Gramado?

Rodrigo – Desde que retornei de Curitiba, após a especialização cirúrgica e em retina, entendi que a criação de um espaço dedicado seria necessário para atender as demandas na área.

GN – Nestes 44 anos de história da Gramado Clínica de Olhos, o que destaca como avanço?

Rodrigo – Nestas quatro décadas, quase cinco de oftalmologia, houve uma mudança enorme em todos os processos que compreendem a oftalmologia e a gente vem acompanhando praticamente todos eles. Doenças que lá nos anos 70 só tinham tratamento cirúrgico se tornaram doenças de tratamento clínico, hoje muito efetivo, com uma abordagem muito mais facilitada e com exames muito mais acessíveis que hoje reproduzimos aqui. Quanto a cirurgia a laser e a tecnologia dos exames e toda parte mais tecnológica e de recursos que foi empregada, modificou muito, a exemplo da catarata que começamos lá em 1970 com meu pai com uma extração intracapsular, hoje é um tratamento de rotina. Viemos acompanhando todas essas mudanças, até chegar nessas facilidades que temos hoje.

GN – Porque a mudança do local da sede da GCO?

Rodrigo – Para melhorar o atendimento. É um lugar mais retirado, com uma logística estratégica em relação a chegada e estacionamento, o que gera um conforto para o paciente.

GN – A tecnologia trouxe o laser como aliado em muitos tratamentos oftalmológicos. Fale um pouco a respeito.

Rodrigo – Era praticamente inacessível ter um laser em uma cidade menor. As pessoas ainda não aderiam aos tratamentos com laser, então viemos agregando e hoje é uma realidade. Podemos ter aqui laser pra diabete, por exemplo, laser pra tratamento pós-cirurgia, laser pra glaucoma. É uma realidade que mudou muito e hoje o uso desse recurso virou rotina.

GN – São quase cinco décadas atendendo a comunidade de Gramado e região. Quais as mudanças nestes 44 anos da GCO?

Rodrigo – Mudamos o conceito de consultório médico para uma estruturação de clínica, com apoio diagnóstico, centro cirúrgico, com apoio de lente de contato, estrutura pra atender urgência. Modificamos totalmente a forma de fazer oftalmologia e receber as pessoas. Outra necessidade que identificamos, foi facilitar a comunicação entre médico e paciente. Isso também foi uma evolução, porque nos ajuda de mais a nos conectar com as pessoas e poder dar uma orientação sempre que necessária e um atendimento mais adequado.

GN – Uma das tuas especializações é em retina. Quais os tratamentos que a Gramado Clínica de Olhos oferece neste campo?

Rodrigo – Antes, não conseguíamos ter em Gramado tratamentos de retina. Hoje, nós conseguimos ter laser de retina, avaliação de descolamento de retina e avaliação de lesões predisponentes de descolamento, degenerações, doenças que são obstrutivas vasculares, edema de mácula, degeneração de mácula. Conseguimos hoje, ter uma abordagem completamente diferente, principalmente com a terapia que se chama antiangiogênica. Acho que isso foi uma coisa que revolucionou, mudou muito a capacidade de tratamento dessas doenças.

GN – No geral, o que podemos esperar futuramente no campo da oftalmologia?

Rodrigo – Terapias novas para doenças já tradicionais, exemplo DMRI , doença comum na nossa região e que vem tendo diagnóstico e tratamento melhorados, ano a ano.

GN – Além da oftalmologia, quais são as tuas outras paixões?

Rodrigo – Família, fotografia e viagem.

GN – Uma realização?

Rodrigo – Realização é, no dia a dia , ser reconhecido como profissional de referência e que pode colocar a estrutura à disposição da solução de problemas. É um sonho poder impactar na melhora da visão das pessoas.

GN – Quem é Rodrigo Pazetto?

Rodrigo – É um inquieto. É um menino curioso de 43 anos que nunca para de questionar o mundo e tentar estudar as respostas possíveis.