Soldado Marinho trabalhava a quatro anos na Brigada de Canela

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Christian Romano Marinho estava há nove anos na BM e deixou esposa e um filho pequeno. Foto: Reprodução/Redes Sociais.


Morto durante caçada da Brigada Militar (BM) ao bando que atacou duas residências na terça-feira, 11 de dezembro, em Mato Perso entre Caxias do Sul e Flores da Cunha, o soldado Christian Roman Marinho, 32 anos, integrava a corporação a nove anos e aproximadamente a quatro anos estava lotado na Companhia de Canela.

O fato dele fazer parte do grupo que cometeu os dois roubos repercutiu no 1º Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (1º BPAT). “Antes de mais nada fico feliz porque conseguimos ‘derrubá-lo’. Toda instituição tem suas maças podres e na brigada não é diferente. È complicado falar porque ele sabia de toda a nossa movimentação e ‘jogava’ do outro lado, resume um policial militar que não terá a sua identidade divulgada por razões de segurança.

Marinho foi abatido por colegas de farda quando deixava um matagal juntamente com um comparsa nas proximidades da BR-116, em Nova Petrópolis. Natural de Porto Alegre, ele era casado e deixou um filho pequeno. Marinho formou-se soldado em 2009 em Alvorada, município de origem de Diego Silveira Mangia, outro brigadiano que também integrava a quadrilha que assaltou as moradias de produtores rurais.

Mangia foi preso quando a bordo de um Palio tentou resgatar Marinho e outro meliante. Tanto ele, quanto Marinho estavam de licença saúde há cerca de 30 dias. Mangia prestou depoimento na DP de Nova Petrópolis e foi liberado. Ele reponderá judicialmente pelo crime de favorecimento pessoal por tentar ajudar os ladrões a escaparem da BM.

ACESSO A INFORMAÇÕES
PELO WHATS
O soldado morto inclusive tinha acesso a informações do cerco policial e das movimentações da Brigada porque fazia parte de um grupo de whatsapp da corporação. O dinheiro (R$ 548 mil) e as nove armas longas roubadas das vítimas foram recuperados pela BM. Os bandidos deixaram o valor e o armamento para trás quando embrenharam-se em um matagal para escapar da polícia.

Com os ladrões abatidos, a BM encontrou rádio comunicador, pistolas, coletes balísticos, munições variadas e joias. Mas de 65 PMs foram empregados nas buscas pela quadrilha que encerram nesta quinta-feira, 13 de dezembro, após as mortes de três assaltantes, entre eles Marinho.

INVESTIGAÇÃO

Além do brigadiano de Alvorada que veio para resgatar o grupo, outras duas mulheres, também foram presas nas imediações dos fatos. Elas também pretendiam auxiliar os bandidos em uma nova fuga da mobilização da BM. Morreram no confronto com a Brigada, o sobrinho de Marinho, Matheus Padilha Roman, 18 anos, e Igor Batista Moreira de 21 anos. O último tem histórico criminal por receptação e porte ilegal de arma de fogo. A Polícia Civil e a Corregedoria da BM irão investigar o caso. As duas mulheres foram interrogadas e liberadas.

5 COMENTÁRIOS

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