Situação, a palavra mais verbalizada no período da greve dos caminhoneiros

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Foto: Internet.


Interessante observar este detalhe, que demonstrou o grau de perplexidade das pessoas ao expressar suas opiniões, dos jornalistas ao noticiar os fatos vivenciados pela sociedade e dos comentaristas ao tentar explicar o que estava ocorrendo ao longo do período de paralisia dos caminhoneiros em nosso país.

Ao utilizar a palavra situação referindo-se ao caos experenciado, significa que ninguém conseguiu caracterizá-lo, visto que, por um lado, a greve dos caminhoneiros provocaria e provocou um desabastecimento generalizado de insumos básicos de sobrevivência e mesmo assim a população deu apoio ao movimento, num aparente sentimento entre paixão e ódio.

Ocorre que estes sentimentos não são opostos e sim ligados, um no outro, numa linha continua do sentimento amor. Confundiu-se? Explico: imagine o amor como uma moeda, em que de um lado tem “cara” e de outro tem “coroa”, logo amor é um sentimento que estabelece a ligação entre as pessoas. O oposto de ódio, paixão e amor é a indiferença. Imagine-se tendo um destes sentimentos por quem você não conhece, não existe, não é?

Essa paralisação não parou apenas os caminhoneiros e sim, toda sociedade brasileira, poucos veículos e mais bicicletas trafegando nas ruas, vagas para estacionar nas ruas tinha aos montes, o grau de ruído reduziu durante o dia, quase parecido com grau de ruído da noite.

Neste movimento, não foi apenas uma “ficha que caiu” e sim “a casa caiu”. Ruim por um lado porque desacelerou o ritmo de muitas atividades, mas por outro lado, fez com que a população refletisse sobre a dinâmica da vida.

Bem, é o momento de reconstruir, mas reconstruir com bases sólidas para longo prazo, a fim de evitar que movimentos como esse, não nos pegue de surpresa. Essa reconstrução não deve ser limitada ao núcleo familiar, mas envolvendo toda comunidade onde vivemos, com comprometimento dos três poderes: executivo, legislativo e judiciário. O princípio desta reconstrução deve ser norteado na auto-sustentabilidade, evidentemente nem tudo será possível, mas com o mínimo de dependência possível.