Síndrome de Down

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A Síndrome de Down é uma alteração genética caracterizada pela presença de um cromossomo extra nas células do portador. Todo indivíduo tem quarenta e seis cromossomos. Portanto, no momento da fecundação são fornecidos vinte e três pelo pai por meio dos espermatozoides; vinte e três pela mãe através dos óvulos. No caso dos sindrômicos, há um acidente no momento da fecundação.

Um dos fornecedores, ou o pai, ou a mãe fornece vinte e quatro ao invés de vinte e três, totalizando quarenta e sete cromossomos. Esse acidente pode ocorrer também com pais jovens, entretanto o percentual aumenta gradativamente com o fator idade da mãe. A partir dos trinta cinco anos, a chance de mulheres gerarem um filho down é maior. Quanto mais a idade avançar, maior é o percentual de chances para que isso ocorra.

No entanto foi comprovado nos últimos anos que pais (homens) mais velhos também têm mais probabilidade de gerar filhos down. A síndrome não é hereditária, também não escolhe raça, cor, religião, etc.

Os portadores da referida síndrome possuem características diferentes e também apresentam problemas no desenvolvimento físico do corpo humano. Apresentam deficiência intelectual, que pode ser leve, moderada e grave. Cada caso deverá ser avaliado de forma individual. Alguns conseguem se alfabetizar e muito longe, como estudar, fazer graduação, pós-graduação, entretanto haverá os que não conseguem ter autonomia para as suas necessidades, havendo a necessidade de um cuidador contínuo.

Devido a plasticidade cerebral, quanto mais cedo o portador foi estimulado, maior as chances de obter autonomia e ter sucesso nos seus objetivos, intelectual e social.
Quando nasce um bebê, a mãe e o pai depositam nele toda sua expectativa emocional de vida. No caso do sindrômico há de se fazer o luto do bebê ideal para o bebê real. É necessário que os pais e a família passem por algumas fases:

#Primeiro choque;
#Depois, a negação;
#Posteriormente, o luto;
# E, finalmente, a aceitação desse bebê.

É fundamental que nessa família exista a aceitação de uma criança com necessidades especiais a fim de que a sociedade possa recebê-la com mais lucidez e consiga integrá-la ao seu meio social. Em 2006 a ONU ratificou numa convenção, exigindo que alunos com deficiência tivesse acesso ao ensino regular inclusivo.

O Brasil iniciou essa prática em 2008. No ano de 2009, os nossos estudantes com necessidades especiais passaram a estar presentes com maior número nas escolas de ensino regular. A lei de inclusão de pessoas com necessidades especiais no mercado de trabalho foi implantada em 1991 e regulamentada nove anos depois. A partir dessa data a fiscalização do seu cumprimento se tornou mais presente nas empresas.



4 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns Sirlei, conseguistes explicar de uma forma clara o como acontece a síndrome e como ela deve ser conduzida quando se descobre que um filho é portador. Parabéns. Sucesso. Abração.

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