Ser nada ser

0
707


Um som tão leve, tão suave,
Como pode?
As vezes penso que não sou nada…
Ou, até penso que nada eu sou.

Um leve cintilar das teclas de Bach, ou
O agito de Mozart, ou qualquer outro Wagner,
simplesmente o som, somente
Isso sou…

Sou aquele que ressoa no silêncio!
Sou aquele que retumba em meio ao deserto.
De vidas inanimadas…
De almas insanas.

Desanamente nada sou, mas
Sou aquele que nada ao norte e ao Sol
Procurando a quem levar…

Esbaforidamente procurando ao sul, e
Sem nada encontrar, apenas a mim recordar
E, se no fim do percurso nada encontrar?

É a certeza de que meu percurso cumpri!
Meu destino ocasionou, e
Por fim, agora nada mais sou…

sem.jak2015@gmail.com
Dieison Barcarolo