Ser mulher, um constructo social

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Foto: Internet.


Emponderada, mas ainda frágil, eis a mulher na atualidade com seus momentos de alegria, felicidade, tristeza, raiva e pânico, às vezes tudo num só dia.

O objetivo deste tema é uma tentativa de mostrar às mulheres, que lerem esta coluna, uma direção que possam equilibrar ternura com poder e a partir deste equilíbrio, conviver em harmonia com seu eu e a sociedade.

Qualquer mudança que se pretende, passa pela desconstrução do padrão vigente para reconstruir um novo e a questão é: como fazer? Bem, o primeiro passo é reconhecer e identificar as ineficiências do status atual. Observe que o modelo atual está elaborado a partir da ótica do masculino e é por esta razão que algumas mulheres quando obtém o poder, ou elas se frustram ou sentem-se um vazio, meio que “querendo um colo”.

Constructo social é uma construção puramente mental, criada a partir de elementos mais simples, para determinar padrões de comportamentos no convívio entre pessoas, observando o que é inato na mulher e no homem.

De acordo com os teóricos da evolução, como humanos existimos há 250 mil anos. No início, não havia recursos que pudesse facilitar, pois coube ao próprio humano para desenvolvê-los. A atividade agrícola estima-se que passou a existir entre 60 e 40 mil anos atrás e a pecuária entre 30 e 20 mil anos.

Não é ao acaso que a atividade de busca de alimentos, em especial a caça, era exclusiva do homem e por esta razão é que ao homem coube a ele uma acuidade visual de longa distância. Isso o fez ser mais objetivo.

Quanto à mulher, cabia a atividade de cuidar de filhos com foco de proteger a prole. Com isto, lhe foi atribuída capacidade de observar com mais detalhes.

Na atualidade muito das “funções” masculinas/femininas já mudaram, mas ainda são mantidas por imposição de certas religiões, onde está o maior entrave para mudar. Novos conhecimentos e novas tecnologias estão impondo mudanças.

Para finalizar, avalie se o dia 8 de março, como o dia da mulher, na forma como está sendo explorado pelo marketing, não é uma sutil manipulação.