Ser mãe é muito mais que dar à luz ao novo ser

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Foto: Internet.


Num passado, não muito distante, em que o modelo nuclear de família era predominante, já era difícil o papel de mãe para muitas mulheres, imagine nos tempos atuais em que o conceito de família foi ampliado. Também há que considerar a família idealizada pela publicidade, que acaba gerando a frustrações.

O detalhe é que as necessidades do ser humano, na fase inicial de vida, continua a mesma, independente da configuração familiar e das idealizações do imaginário coletivo.

O que fazer?

Tarefa difícil mesmo, porque não há uma escola de: como ser mãe ou pai, mas se mães/pais tiverem paciência suficiente para aprender a “ouvir” a criança, já é um bom começo. Lembrando que as demandas vão mudando ao longo do desenvolvimento.

Sobre as necessidades iniciais, junto com a amamentação o bebê precisa de muito contato físico

e a mãe precisa estar consciente do que está fazendo, ou seja, toda a atenção deve ser focada na criança, observando as reações do bebê ao ser tocado e acariciado, isto é o início do “ouvir” a criança.

Algumas etapas significativas no desenvolvimento humano, até os três anos, o cérebro é a parte do corpo que mais cresce. Mesmo andando a partir um ano até três anos e meio, a criança tem sensação de simbiose com o corpo de quem a cuida. Entre três anos e meio e quatro anos e meio é que o medo aflora, quando ela percebe que é um indivíduo. É a partir desta constatação é que as crianças deveriam crescer em sociedade, da mesma idade. Evidentemente, estas crianças necessitam de cuidadores/supervisoras que as orientem e cuidem. O ideal é que as próprias mães é quem devem desempenhar o papel de supervisor/cuidador, ao invés das creches, como se observa a prática nas cidades.

Um fator fundamental para boa formação de indivíduos que saibam viver de forma harmônica em sociedade é, somente a partir dos treze anos podem ter acesso a intoxicação eletrônica (videogames/smartphones)

Querendo aprofundar, sugiro a leitura do livro: Tocar, o significado humano da pele; autor: Ashley Montagu



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