Secretaria de Indústria, Comércio, Trabalho e Serviços movida pela inovação e tecnologia

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Secretário Anderson Boeira, ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, e o prefeito Fedoca Bertolucci. Foto: Bruna Campos.

Para o secretário Anderson Boeira, que assumiu o comando da Secretaria de Indústria, Comércio, Trabalho e Serviços no início do mês, inovação e tecnologia podem impulsionar o desenvolvimento econômico e social em Gramado. Nesta entrevista, ele fala sobre uma “cidade inteligente”, geração de emprego e oportunidades de novos negócios. Confira:

P – Quais são os principais desafios à frente da Secretaria de Indústria, Comércio, Trabalho e Serviços?

R – Os desafios são grandes, mas não maiores que nossa vontade e coragem. A inclusão da inovação e o entendimento de que indústria, comércio, trabalho e serviços são, na verdade, desenvolvimento econômico, não fica apenas na nomenclatura. Criaremos mecanismos que possibilitem que todos os setores trabalhem em sintonia, agregando ainda mais valor aos nossos produtos, nossa economia e o mais importante, à nossa qualidade de vida.

P – O nome da secretaria mudou com o acréscimo da palavra “inovação”. Qual o principal motivo para isso?

R – Estamos construindo essa mudança, pois precisará de alteração legislativa. Acreditamos que é o momento de trazer o tema oficialmente para dentro da administração. A inovação deve colaborar muito para potencializar nossa economia, além da grande capacidade de aumento de arrecadação de impostos para o Município.

P – Quais são os principais projetos na área de tecnologia e inovação?

R – O projeto de smart city (cidade inteligente), a criação do polo de inovação focado em turismo e entretenimento e a construção de uma política de inovação municipal, criações do fundo e dos conselhos municipais de inovação.

P – Fale mais sobre o Parque de Inovação que está por vir e a criação de uma área industrial em Gramado.

R – O Parque de Inovação será fruto de investimento privado. Os gestores estão, nesse momento, buscando a licença de instalação. A partir da obtenção da licença, o empreendimento será lançado. Sobre a área industrial, está sendo realizado um estudo entre diversas secretarias para dar uma solução a este problema antigo. Não podemos cometer erros que atrasem ainda mais a instalação de um local adequado para nossas empresas.

P – O programa Gramado Cidade InteliGENTE já ganhou vários prêmios e agora pode vir a ser modelo de um programa nacional?

R – O programa, que é lei municipal, é reconhecido a nível nacional. Ganhamos uma das premiações mais importantes da América Latina na área de smart cities: o Prêmio InovaCidade. Além disso, diversas cidades estão nos chamando para apresentá-lo como modelo. Também fomos convidados para participar de uma reunião temática no Congresso Nacional, para construir em conjunto com cerca de 10 municípios de todo o Brasil, uma base referencial sobre Cidades Inteligentes para todo o País.

P – Quais os principais benefícios do Programa Gramado Cidade InteliGENTE?

R – Nosso objetivo é que o programa toque de maneira positiva a vida das pessoas. Criaremos facilidades para os moradores de Gramado, com internet livre nas áreas públicas dos bairros, com o Hub Cidadão, iluminação em led, com a plataforma da cidade e muito mais. Com relação aos visitantes, vamos transformar a experiência em fazer turismo com o wifi, a plataforma cognitiva que contará a história da cidade e a Plataforma Gramado, onde as pessoas terão a cidade nos seus smartphones, tablets ou computadores.

P – Como está o projeto da implantação de internet free na cidade?

R – Já temos a minuta do documento autorizatório. Nos próximos dias entregaremos, em parceria com a iniciativa privada, seis locais com WiFi de alta velocidade: Praça Waldomiro Rissi e Vila Olímpica, ambas na Várzea Grande; complexo Ernestão, no Bairro Piratini; Praça das Castanheiras, no Bairro Floresta; além de Lago Negro e Praça das Etnias. 

P – A Feira Feito em Gramado, que é um evento de destaque da pasta, terá alguma novidade para a próxima edição?

R – A Feira Feito em Gramado é um caso de sucesso absoluto. Desde a edição de 2017, triplicou seu tamanho e devemos muito aos nossos empresários e artesãos. Temos o compromisso de manter esse crescimento, com sustentabilidade e responsabilidade. Nosso objetivo é fazer com nossos produtos sejam ainda mais reconhecidos pela sua qualidade e valor.

P – Existe alguma nova estratégia para a geração de mais empregos em Gramado?

R – Estamos conversando com entidades representativas, patronais e de trabalhadores, para buscar formas de equacionar os problemas relativos ao emprego, desde falta de vagas em determinados segmentos até a qualificação de mão de obra especializada. Queremos, em parceria com o Sine e entidades, construir um observatório do emprego, que trará informações valiosas para empregados e empreendedores.

P – Tudo isso com inovação e tecnologia?

R – É importante dizer que a inovação e tecnologia são ferramentas para potencializar nossa economia, não concorrentes. Sua inclusão no escopo da secretaria objetiva facilitar e fortalecer os setores estabelecidos na cidade, agregando valor e design aos nossos produtos. Além disso, poderemos firmar acordos com órgãos públicos e privados, nacionais ou internacionais ligados à área.