Relacionamento – Parte II

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Nessa semana discorríamos acerca do relacionamento entre bons amigos. Compreendemos um pouco sobre o que é amizade. Conforme havíamos discutido, a amizade perpassa o tempo para nos colocarmos como crianças. Em verdade, o tema de hoje vem objetivar de forma veemente um outro exemplo de relacionamento.

Todos nós temos nossos genitores. Alguns não os têm mais. Porém, naturalmente, cada pai ou mãe realizou algo na vida de cada um. Ou, como em muitos casos, foram avós ou parentescos próximos. Mas, o importante aqui é compreender que a ação desses têm correspondência com os dias atuais. Muitas vezes escutamos de nossos responsáveis aquela famosa frase: “eu avisei”. Bem ou mal, foi uma forma de ensino. Talvez, a única palavra de incentivo que alguns de nós havíamos recebido. Forma essa que não há dúvidas que a base da sociedade é a família. Pois, erros cometidos hoje foram advertidos em nossa infância. Aí, a famosa frase tem seu efetivo. Em verdade, sabemos da importância de um bom começo. Aquilo que aprendemos no início de nossa vida será a base para o fim dela mesma. Sejam em bons momentos ou ruins.

Lembro de uma criança, hoje já adulta, teve sua infância muito conturbada. Obviamente que estamos dissertando acerca do relacionamento entre pais e filhos. Assim, esta jovem infante cresceu em um ambiente não muito seguro. Seus avós acolhiam-na. Seus pais, separados, nunca tiveram tempo para compreender a razão de serem pais. Cada qual em seu ideal. Obviamente que a mãe esteve ao seu lado, nos primeiros anos de vida. Um adendo apenas, os dois “responsáveis” de baixa renda no passado. Porém, hoje, não há um propósito bom senão o crescimento econômico da mãe. Antes a mãe tirava fotos e tinha algum tempo com a criança, já hoje não mais. E, por quê? Tal resposta ainda é desconhecida. Entanto, evidente. É como se o trabalho seja mais importante que a vida entre ambas. Mas, aqui, volta a expressão: aquilo que aprendemos no início de nossa vida será a base para o fim dela mesma.

Cabe-nos aqui uma reflexão de todo esse contexto. Assim como a amizade nos remete ao passado, aquilo que realizamos como futuros pais, se tornará presente no futuro de nossos filhos. Não podemos dizer que a criança será uma péssima mãe. Contudo, algo que recebeu ela passará adiante para seus futuros filhos. Sejam os bons momentos ou ruins. Em suma, a base essencial de como seremos para com nossos filhos é, por consequência, como absorveremos a relação de nossos próprios pais.