Readequação da rede escolar de ensino é suspensa pelo Prefeito

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Os sete projetos foram encaminhados pela Prefeitura na última quarta-feira. (Foto: Carlos Borges).


A administração municipal de Gramado suspendeu a readequação da rede escolar, onde as crianças que completassem quatro anos de idade até 31/03/2019 sairiam da educação infantil e ingressariam no ensino fundamental a partir do próximo ano. A pedido do Prefeito João Alfredo Bertolucci, o Fedoca, a decisão foi anunciada pelo líder de governo, o vereador Professor Daniel (PT), na sessão ordinária da Câmara de Vereadores na noite desta segunda-feira (15).

O Prefeito Fedoca explica que a legislação federal estabelece normas aos municípios e, nos últimos dias, ocorreu uma tentativa por parte da Secretaria da Educação para a redistribuição dos espaços das escolas municipais, objetivando a adequação e também a oferta de novas vagas para a educação infantil, visto que Gramado conta com um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) do Ministério Público desde 2014 em virtude deste déficit.

“Houve uma tentativa para tentar redistribuir, mas esta ideia não foi bem recebida pelos pais, por isso resolvi suspender todas as ações neste sentido, para que todas as forças civis, pais professores, alunado e, inclusive a administração, sejam ouvidos e então tomaremos uma decisão. Certamente, com a deliberação, algum interesse vai ser atingido, mas vamos verificar a melhor forma para ajustar esta situação atual do ensino público municipal”, declarou Fedoca.

Buscando ofertar atividades no contraturno escolar destes alunos, nesta terça-feira (16), o Prefeito Fedoca esteve reunido com os secretários Gilça Silva (Educação), Jacó Schaumloeffel (Esporte e Lazer), Allan John Lino (Cultura), Ana Lovatto Sartori (Cidadania e Assistência Social) e o Secretário adjunto da pasta, Ricardo Cazanova, para alinhar possibilidades em que os alunos fiquem sob cuidados do município enquanto os pais trabalham. A conclusão deve ser objeto de um encaminhamento, que será apreciado pelo prefeito nos próximos dias.

“Quero dizer que não há nenhuma medida definitiva tomada. O que queremos é ouvir os pais, professores, Círculos de Pais e Mestres para que possamos juntos encontrar uma solução que não será a ideal, porque esse déficit existe há muitos anos, tanto que foi objeto de uma intervenção do Ministério Público, pela qual o município se comprometeu em zerar as vagas na educação infantil. Tudo será resolvido mediante um acordo onde melhor sejam atendidos os interesses de toda a comunidade”, salientou.