Presos dois suspeitos de matarem detento que tinha dívidas com o tráfico

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A Polícia Civil está convicta de que a execução à tiros do detento do Presídio de Canela, João Carlos dos Santos, 33 anos, está relacionada com o tráfico de drogas. O corpo do apenado foi encontrado por volta das 18 horas do dia 4 de março (domingo) em uma via conhecida como Estrada do Meleiro, na zona rural de Gramado, próximo à divisa com Canela pelo interior do município.

A vítima foi alvejada por diversos disparos no pescoço e encontrada com as mãos amarradas e pés descalços, sinais de que ela possivelmente foi torturada.

Cinco dias após o corpo de João Carlos ser encontrado, dois homens apontados como executores do crime foram detidos preventivamente (por prazo indeterminados). Na sexta-feira, 9 de março, agentes das DPs de Gramado e Canela foram às ruas para prender os suspeitos. Com a autorização da Justiça de Gramado, um deles foi detido no bairro Santa Marta, em Canela e o outro no Centro, em Gramado.

A dupla, assim como João Carlos também era interna do regime semiaberto do Presídio de Canela integravam o mesmo bando criminoso que age em todo o território gaúcho. Eles têm 32 anos de idade cada. As prisões foram possíveis após a troca de informações entre as DPs de Gramado e Canela, sendo os mandados de prisão expedidos pelo Judiciário de Gramado.

Nas diligências também foram cumpridas ordens de busca e apreensão. Foram recolhidas roupas, smartphones e um Palio branco que pode ter sido utilizado para matar João Carlos.

Facção tenta dominar a venda de drogas

Investigadores buscam esclarecer se a execução de João Carlos teve o aval dos “cabeças” de uma facção criminosa oriunda do Vale dos Sinos, a qual conforme a Polícia Civil tenta avançar no varejo das drogas para dominar a venda de entorpecentes tanto em Gramado quanto em Canela.

A Polícia tem evidências de que João Carlos estava em débito com o grupo criminoso e acabou sendo morto por causa disso. Ele cumpria pena no regime semiaberto no Presídio de Canela desde 2017, cadeia para qual pediu transferência do Presídio Regional de Caxias do Sul (Pergs). João Carlos deveria ter se apresentado em Canela às 19 horas de domingo (4 de março). A morte do apenado seguirá sendo investigada para identificação de outros possíveis envolvidos na execução.