Preso homem que se passava por PM para aplicar golpe

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Diego Vieira tem antecedentes por estelionato e já tinha sido preso anteriormente. Foto: Polícia Civil/Divulgação


Um homem de 36 anos, que se passava por policial militar (PM) para cobrar cifras ( R$ 920,00) bem acima do valor de mercado para divulgação em um jornal relacionado à área da segurança pública, foi preso pela Polícia Civil por tentativa de estelionato.

No início da semana passada, a vítima do golpe registrou o caso na DP. O acusado foi detido em flagrante por agentes da Delegacia de Polícia (DP) de Gramado na sexta-feira, 15 de setembro, à tarde.

Para efetuarem as cobranças, os golpistas apresentavam-se como bombeiros ou brigadianos. “Ainda segundo a vítima, ela chegou a sofrer ameaças de que sua empresa sofreria prejuízos com fiscalizações se não efetuasse os pagamentos”, explica o delegado Gustavo Barcellos.

Marca inserida em coletes balísticos

O golpista ainda prometeu que caso a vítima continuasse com as contribuições, o nome da sua empresa seria estampado nos coletes balísticos dos policiais militares que atuam na cidade. “A partir daí apurou-se que o homem viria a Gramado na data de ontem (sexta-feira, dia 15) para arrecadar mais uma parcela a título de publicidade,” revela Barcellos.

Diego Vieira acabou sendo surpreendido e detido pelos policiais civis. Ele tem antecedentes criminais por estelionato estava carregando um talonário sem numeração, além de recibos preenchidos e numerados. Também foi apreendida uma quantia em dinheiro.

A Polícia entrou em contato com o responsável pela publicação impressa, o qual confirmou que o acusado trabalhava no comercial do jornal, mas não estava autorizado a estar no município e o talonário não numerado era falso ou havia sido adulterado.

Possíveis vítimas devem procurar a DP

Morador de São Leopoldo, Vieira identificou-se ao empresário gramadense como sendo sargento da Brigada Militar (BM) da cidade, mas na verdade, não pertence ao quadro funcional da BM ou de qualquer corporação da área da segurança pública.

“Em contato com os Bombeiros e BM, fomos informados que desconheciam a presença do acusado na cidade que não estava autorizado a receber qualquer valor em nome das instituições,” conta o delegado Barcellos.

Ele destaca que se existir outras vítimas desse golpe, elas devem procurar a Polícia Civil para o registro da ocorrência. Após os tramites legais, Vieira foi encaminhado ao Presídio Estadual de Canela.

 

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