Policiais buscaram em SP suspeito de envolvimento na morte de Tchitchioritio

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Legenda: Suspeito estava detido em São José do Rio Preto, cidade paulista para onde fugiu juntamente com a sua mãe após o crime. Foto: Polícia Civil/ Divulgação.


A Polícia Civil de Gramado segue investigando a execução a tiros de Dilson João Machado, o Tchitchioritio, 53 anos. O crime ocorreu no dia 23 de outubro, na Rua Henrique Bertolucci, no bairro Piratini, em frente a residência da vítima.

Tchitchioritio foi morto com 13 disparos de pistola calibre 9 mm, mas no local do assassinato foram encontrados 15 estojos deflagrados. O homicídio tem relação com o tráfico de drogas e uma facção criminosa que conforme as investigações policiais tenta controlar a força o comércio de entorpecentes em Gramado.

Cinco pessoas, quatro homens e uma mulher foram presos temporariamente (30 dias) apontados como suspeitos de que planejarem e executarem o assassinato de Tchitchioritio. Um dos envolvidos no crime foi recolhido ao sistema prisional gaúcho na madrugada de segunda-feira, 13 de novembro.

Ele e a sua mãe que também pode estar envolvida no crime, tinham sido presos recentemente em São José do Rio Preto, em São Paulo, pela Polícia Civil da cidade após troca de informações com a DP de Gramado.

Investigação qualificada

Agentes da corporação de Gramado, da Delegacia Regional de Polícia e de Três Coroas buscaram o suspeito na cidade paulista. A mãe dele que tem 39 anos de idade seguirá detida em São Paulo e por questões de logística da Polícia Civil será trazida de volta para o Rio Grande do Sul em breve. “As prisões no território paulista foi possíveis a partir do uso de ferramentas de investigação qualificada, bem como a troca de informações com agentes da Polícia Civil paulista,” comentou o responsável pelo trabalho da DP de Gramado, delegado Gustavo Barcellos.

Operação Narcos II

A operação que prendeu em caráter temporário cinco possíveis envolvidos com a execução de Tchitchioritio foi batizada de Narcos II, em continuidade a mobilização policial com o mesmo nome que desbaratou uma quadrilha que vinha agindo no comércio de drogas em Gramado e região.

A viagem dos agentes de Gramado a São Paulo para trazer um dos suspeitos foi custeada pelo Movimento Comunitário de Combate à Violência (Mocovi). O acusado tem 23 anos.

No dia 9 de novembro, três homens já tinham sido presos suspeitos de envolvimento com a execução de Tchitchioritio. Eles foram capturados em seus endereços, em Gramado (no bairro Várzea Grande), Canela e Nova Petrópolis. Mãe e filho que logo após o crime fugiram para São José do Rio Preto moravam em Campo Bom, mas também tinha residência em Igrejinha.

Organização tenta dominar o tráfico

O grupo é suspeito de integrarem uma organização criminosa que tentar dominar a venda de drogas na Região das Hortênsias. O rapaz preso em São Paulo é considerado o grande fornecedor de entorpecentes para a quadrilha.

O homem detido em Nova Petrópolis, de 40 anos, conforma as investigações provavelmente foi quem apertou o gatilho vindo a executar a queima roupa Tchitchioritio. A vítima vinha sendo monitorado por suspeita de estar atuando no varejo das drogas.

A hipótese levada em consideração pela Polícia para esclarecer o homicídio é de que Tchitchioritio estava devendo para a quadrilha e adquirindo entorpecentes para comercializar com uma facção rival a que ele tinha débitos.