Polícia procura pelo autor da execução de jovem que tinha dívidas com facção

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Gabriel Padilha da Silva é apontado como autor da execução de Junior Cristiano dos Santos


A Polícia Civil está a procura de Gabriel Padilha da Silva, 20 anos. Ele é apontado pelas investigações desenvolvidas até o momento como autor da execução a tiros que vitimou Junior Cristiano dos Santos, 24 anos, na noite de 3 de abril, no bairro Moura, em Gramado. O crime conforme o responsável pelas apurações, delegado Gustavo Barcellos está relacionado ao tráfico de drogas.

Gabriel estava trabalhando para uma facção criminosa oriunda do Vale dos Sinos que tenta dominar o varejo de entorpecentes em Gramado, Canela e região. A vítima possuía dívidas com o grupo criminoso e por isso foi morto com vários tiros em frente a casa onde morava na Rua Porto Alegre.

Gabriel teria ido cobrar o débito que Junior tinha com a facção, o qual acabou pagando com a vida. A execução ocorreu aproximadamente às 20h30, mas pouco tempo após o assassinato, por volta das 22 horas, investigadores da DP de Gramado já tinham descoberto que Gabriel foi quem matou Junior com disparos de revólver.

A suspeita é de que o calibre usado no crime tenha sido 38, porém somente a perícia que foi realizado pelo Departamento de Criminalística confirmará o calibre e por quantos disparos Junior foi alvejado. Informações preliminares indicam que foram efetuados de quatro a seis tiros no local do crime, podendo a vítima ter sido atingida por no mínimo três tiros. Junior tinha antecedentes por tráfico de drogas em janeiro deste ano.

Fuga às pressas

Equipes coordenadas pelo delegado Barcellos realizaram diligências durante toda a madrugada do dia seguinte ao crime encerrando as buscas por Gabriel às 4 horas de 4 de abril. Os policiais foram até o endereço onde Gabriel morava no bairro São José, em Canela. Na residência, o acusado tinha alugado um dos cômodos, onde os agentes encontraram munições calibres 22 e 32, uma porção de maconha e documentos pessoais do matador.

Gabriel deixou vestígios de que saiu as pressas do imóvel. Passado o período de flagrante em delito, na manhã seguinte aos fatos, o delegado Barcellos solicitou a prisão preventiva (por tempo indeterminado) de Gabriel, medida que foi deferida pelo Poder Judiciário de Gramado. Natural de Ivoti, Gabriel tem histórico criminal por tráfico de drogas. Ele chegou a ser encarcerado, mas ganhou liberdade.

O acusado chegou até o local onde Junior foi executado possivelmente com tiros nas costas como caroneiro de um veículo, cujo o modelo não foi divulgado pela Polícia para não prejudicar o andamento das investigações. O condutor do carro já foi identificado, mas o delegado Barcellos não confirma se ele tem ligação com o assassinato e tão pouco revelou a sua identidade.

Informações sobre o paradeiro de Gabriel

A Polícia Civil solicita o auxílio da comunidade para descobrir o paradeiro de Gabriel. Informações de forma anônima podem ser repassadas à DP de Gramado por meio dos telefones (54) 3286 23-00, 3286 42-99, 3295 14-74 ou 197 (Polícia Civil) e 181 (Disque Denúncia da Secretaria Estadual de Segurança Pública).

De sete crimes violentos, seis foram esclarecidos

Desde outubro do ano passado, Gramado registrou sete crimes graves, sendo seis homicídios e um duplo latrocínio (roubo seguido de morte). Destes casos, a Polícia desvendou até o momento seis, sendo que os responsáveis por esses seis delitos já foram presos, com exceção de Gabriel que está sendo procurado. “É preocupante, mas dos sete crimes extremamente violentos praticados nos últimos seis meses, seis estão esclarecidos. Em todos eles, os autores estão presos, menos o Gabriel, mas ele vai ser preso, a prisão dele é prioridade, estamos procurando ele” afirma o delegado Gustavo Barcellos.

Dos sete crimes graves que ocorreram em seis meses em Gramado, quatro estão relacionados ao comércio de drogas e tem ligações com facções criminosas. De janeiro a abril de 2018, ocorreram cinco assassinatos, sendo três vinculados a venda de entorpecentes.