Polícia identifica homem que matou casal de idosos no bairro Várzea Grande

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Foto: Facebook/Reprodução


A Polícia Civil está à procura de Renato Lourenço, 29 anos, também conhecido como Veja. Ele é apontado como o autor do latrocínio (matar para roubar) do casal de idosos, Jorlita e Mário Wolff, que residiam no bairro Várzea Grande.

As vítimas de 76 e 79 anos de idade foram atacadas e mortas na primeira hora de quinta-feira, 23 de novembro. Provas testemunhais, materiais e imagens de câmeras de monitoramento levaram os investigadores a descobrirem a identidade do assassino.

Os corpos de Jorlita e Mário foram descobertos na sexta-feira, dia 24. “Ainda na sexta-feira já tínhamos provas suficientes da autoria do crime,” comenta o delegado Gustavo Barcellos. A Polícia descobriu que entre a tarde e a noite de quarta-feira, 22 de novembro, veja ficou em um bar próximo a residência dos idosos na Avenida 1º de Maio bebendo e assistindo um jogo de futebol.

Depois da partida, ele pediu carona a uma terceira pessoa e desembarcou em um posto de combustíveis próximo a entrada da Vila do Sol, bairro onde morava. Depois, ele voltou até residência de Jorlita e Mário. Recentemente Veja tinha realizado serviços de pintura e limpeza no telhado da casa, mas atualmente estava pintando um edifício que ficava ao lado da casa dos idosos.  “Desde o final da tarde até a meia-noite, ele ficou bebendo no bar, depois pegou uma carona e retornou por volta da 1 hora. Pelo prédio onde trabalhava acessou os fundos da residência,” conta o delegado Barcellos.

Como não haviam sinais de que a casa tinha sido violada, a Polícia ainda tenta esclarecer como o assassino entrou na moradia. “Como ele entrou ainda é uma questão a ser apurada. Há a possibilidade do senhor Mário ter aberto a porta a pedido dele (Veja) ou foi verificar algum barulho no pátio e abriu a porta porque conhecia o Veja,” destaca Barcellos. “Não havia sinais de arrombamento, ele entrou por onde estava o senhor Mário,” completa Barcellos.

Chinelos de dedos do assassino foram encontrados junto ao muro que ele ultrapassou para ter acesso a casa das vítimas.  Veja também deixou peças de roupas que usava para trás. O bandido subtraiu uma quantia em dinheiro e uma garrafa de whiski.

Pouco tempo depois da 1 hora de quinta-feira, dia 23, Veja usou o controle para abrir o portão e deixou o local calmamente, sem demonstrar estar com pressa ou que tinha acabado de cometer um crime bárbaro. Câmeras de segurança registraram a ação do bandido. O assassino fugiu vestindo uma bermuda, casaco e sapatos que pertenciam a Mário Wolff. O criminoso saiu sem nenhuma preocupação que chegou a deixar a porta da casa das vítimas aberta. “Ele ficou pouco tempo dentro da casa, chegou depois da meia noite e meia e saiu um pouco depois da uma hora da manhã,” diz o delegado Barcellos.

Fuga para o litoral

Depois do crime, Veja foi até a Estação Rodoviária e no Centro pegou um táxi e seguiu até o litoral.  Uma equipe de policiais civis realizou uma varredura em uma série de endereços onde o criminoso poderia ter se escondido em Capão da Canoa, município de onde é oriundo e têm familiares. Porém, Veja não foi localizado, mas a Polícia suspeita que o seu paradeiro seja mesmo o litoral.

Pela dinâmica da cena do crime, o delegado Gustavo Barcellos salienta que Mário foi o primeiro a ser atacado. “Tivemos relatos informais de gritos e de uma pessoa pedindo por dinheiro,” revela a autoridade policial.

O casal Jorlita e Mário Wolff foram encontrados mortos na sexta-feira, 24 de novembro, por um vizinho que apedido de uma neta dos idosos foi até casa das vítimas e pela janela avistou um dos corpos. Jorlita e Mário cada um deles foi  golpeado no pescoço com uma faca.

A agressividade do golpe quase provocou a degola das vítimas. A arma branca foi encontrada no interior da residência com vestígios de sangue, sendo reconhecida por familiares como pertencente a Mário.

Os requintes de crueldade evidenciados no crime impressionou até mesmo o chefe da Polícia Civil, em Gramado, delegado Gustavo Barcellos. “Em dez anos, foi o crime mais violento que já vi. As vítimas eram pessoas vulneráveis, sem capacidade de reagir a uma agressão repugnante como a que sofreram,” relata Barcellos.