Parque dos Pinheiros agora é Unidade de Conservação

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Prefeito Fedoca e a secretária Cristiane assinaram o decreto nesta sexta-feira. Foto: Laura Silveira.


A partir de agora, o Parque dos Pinheiros de Gramado é uma Unidade de Conservação de proteção integral , ampliando as garantias para a sua preservação. A assinatura do decreto municipal criando a primeira UC ocorreu na tarde desta sexta-feira, dia 6, no auditório da Prefeitura e foi feita pelo prefeito Fedoca Bertolucci e pela secretária municipal do Meio Ambiente, Cristiane Bandeira, sendo testemunhado por autoridades ambientais do Estado e representantes do Ministério Público e de movimentos ambientalistas.

Como Unidade de Conservação, o atrativo passa a denominar-se Parque Natural Municipal dos Pinheiros. Mesmo sendo uma Unidade de Conservação, o parque com 139 mil m2 continuará tendo as características atuais, podendo manter a visitação. E paTssa a integrar o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), conferindo maior visibilidade ao atrativo.

O prefeito Fedoca Bertolucci comentou o esforço para manter o parque intocável. “Ele está abençoado pela comunidade e não será destruído como muitos sonhos nossos já foram”, afirmou Fedoca. “É o local mais bonito de Gramado e deverá se manter assim”, frisou.

A secretária Cristiane Bandeira agradeceu o apoio que a secretaria recebeu para criar a Unidade de Conservação. “É um grande legado para Gramado. E essa construção não para aqui, existem outros parques a serem estruturados”, afirmou, ao anunciar que após essa UC, outras duas devem ser criadas: Parque das Orquídeas (Centro) e o Parque da Gruta (Bairro Carniel).

A superintendente do Ibama no Rio Grande do Sul, Cláudia da Costa, disse que conheceu o parque no ano passado e ficou encantada com o local. “É maravilhoso”, afirmou ela, destacando que está à disposição de Gramado para atender projetos do município no Ibama (já tem dois em análise). O promotor Max Guazzelli elogiou a comunidade gramadense pela disposição ao trabalho e a administração municipal pelas ações em prol das causas ambientais. “Meu empenho é total em favor do meio ambiente”, frisou o promotor que desafiou a administração municipal a criar a Unidade de Conservação há um ano, quando o atrativo foi aberto ao público.

O promotor de Justiça Daniel Martini, coordenador do Centro Operacional de Defesa do Meio Ambiente do MP-RS, disse que defender ações em favor do meio ambiente é um “ato de coragem, por toda pressão econômica e política que se sofre”. Também destacou as ações de Gramado em favor da “ordem urbanística e do meio ambiente, que alavancam a economia”.

Também participaram da cerimônia o vice-prefeito Evandro Moschem, a ex-secretária do Meio Ambiente de Gramado, Rosaura Heurich (representou a Fepam) e Victor Ferrari, presidente do Condema – Conselho Municipal do Meio Ambiente.

UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

As unidades de conservação (UC) são espaços territoriais, incluindo seus recursos ambientais, com características naturais relevantes, que têm a função de assegurar a representatividade de amostras significativas e ecologicamente viáveis das diferentes populações, habitats e ecossistemas do território nacional e das águas jurisdicionais, preservando o patrimônio biológico existente.

As UC dividem-se em dois grupos:

Unidades de Proteção Integral: a proteção da natureza é o principal objetivo dessas unidades, por isso as regras e normas são mais restritivas. Nesse grupo é permitido apenas o uso indireto dos recursos naturais; ou seja, aquele que não envolve consumo, coleta ou dano aos recursos naturais. Exemplos de atividades de uso indireto dos recursos naturais são: recreação em contato com a natureza, turismo ecológico, pesquisa científica, educação e interpretação ambiental, entre outras.

As categorias de proteção integral são: estação ecológica, reserva biológica, parque, monumento natural e refúgio de vida silvestre.

Unidades de Uso Sustentável: são áreas que visam conciliar a conservação da natureza com o uso sustentável dos recursos naturais. Nesse grupo, atividades que envolvem coleta e uso dos recursos naturais são permitidas, mas desde que praticadas de uma forma que a perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos esteja assegurada.

As categorias de uso sustentável são: área de relevante interesse ecológico, floresta nacional, reserva de fauna, reserva de desenvolvimento sustentável, reserva extrativista, área de proteção ambiental (APA) e reserva particular do patrimônio natural -RPPN. (Fonte: Ministério do Meio Ambiente).