O Medo da Mudança

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Quando o assunto é mudança de atitude, é impressionante como isso assusta muita gente, porém não se dá conta de que viver é evoluir, ou seja, cada instante é diferente do instante anterior, mas é um processo sutil e imperceptível, induzindo uma sensação de constância.

Inconscientemente sabemos que a vida é uma constante mudança e por essa razão que a emoção medo entra em ação, nos colocando o tempo todo em estado de alerta, pois estamos constantemente expostos ao desconhecido.

Para evitar o confronto com o desconhecido, nos envolvemos em inúmeras ocupações, como: trabalho, lazer, família, estudo e etc. Isso cansa e estressa, logo a questão: o que fazer?

Lembrar que emoção é o “sistema operacional” dos animais, um conjunto de recursos básicos, sem os quais não sobreviveriam.

Avaliar o que oferece risco ou não, depende da interpretação de cada pessoa, que por sua vez está atrelado a crenças e conhecimento para decidir entre certo/errado, bom/mau ou verdadeiro/falso.

Via de regra, os conflitos tem origens em crenças, que é a verdade de cada pessoa e é este o ponto a ser trabalhado, ou seja, desconstruir e destruir crenças limitadoras, com auxílio de profissionais habilitados em psicologia.

As crenças são “instaladas” na nossa cognição a partir de “meias” verdades, aquilo que parece fazer sentido que leva a dissonâncias cognitivas.

Um exemplo de dissonância cognitiva é: preferir conviver com desconforto conhecido ao invés de buscar um conforto desconhecido, hábito muito comum em pessoas com vícios. É por esta razão que as mudanças assustam.

Para desconstruir crenças limitadoras é necessário reconhecê-las e “buscar” as origens, que em muitos casos vem do processo educativo que recebemos ao longo da vida em família, em especial no período da infância, pois nesse período o ser humano está ávido por conhecimento e não possui discernimento para saber o que é certo ou errado, falso ou verdadeiro.

Ao identificar algumas destas crenças/hábitos disfuncionais de pais/educadores, o primeiro passo para início da desconstrução é perdoá-los, porque eles não foram malvados ao educá-los, mas porque também aprenderam daquela forma.

É preciso cuidar de si e da sanidade mental ao invés da “fuga” ao se ocupar com afazeres domésticos ou outras atividades de menor prioridade.