O gremista, a idolatria e as coisas que não se repetem

0
1255


Torcedores do Grêmio: nós ainda não dimensionamos os fatos. Nenhum de nós ainda se deu por conta do tamanho das coisas que estão ocorrendo. Talvez num futuro próximo a gente olhe e diga:

– Caramba! Como 2017 foi mágico!

Mas hoje ainda encaramos com normalidade o que não é nem perto de ser normal. Vou contar minha história para vocês.

Eu tenho 21 anos de vida. Comecei a ter consciência do meu fanatismo por futebol em 2004, quando o Grêmio caiu. Passei a infância vendo meus melhores amigos, todos colorados, rindo da minha cara e levantando duas Libertadores e um Mundial, mil gauchões e mais umas taças que parei de contar. Meu primeiro jogo no Olímpico foi a final da América de 2007, onde apanhamos para o Boca.

Foram 10 anos esperando pelo momento que estamos vivendo hoje, voltar a final da Libertadores da América.

Só isso seria gigante. Mas existem fatores nessa equação que mudam o status disso para surreal. Eu ainda vou dormir com medo de acordar no dia seguinte e o Grêmio ter Marquinhos, Marco Antônio, Werley e Leandro Escovão.

Porém eu acordo e releio as notícias.

O Grêmio ficou 15 anos sem títulos de expressão, mas quando venceu, viu o incaível Internacional cair para a série B três dias depois.

O Grêmio está a dois jogos de distância do tri da Libertadores, com o maior rival na segunda divisão. Isso já seria surreal. Mas tem mais um fator que eleva tudo para o status de divino: Renato Portaluppi.

O homem que eu tatuei na perna por ter nos dado o título de campeões do mundo, pode nos levar a outro mundial.

E falando em mundial, no último que o Grêmio jogou ainda faltavam seis meses para eu nascer.

 

Se eu vou pra Abu Dhabi?

Amigos, nós ainda não dimensionamos os fatos. Não estamos pensando direito.

Rival na B? Isso se vê raras vezes.

Mundial? Com sorte se vê mais que um na vida.

O maior ídolo treinando o time num título de Libertadores? Conta-se os dedos quem vê isso.

Agora ver essas três coisas no mesmo ano?

Torcedores do Grêmio: nós ainda não estamos dimensionando os fatos.

Só afirmo a vocês o seguinte: talvez estejamos vivendo o ano do qual nossos netos falarão a respeito. 2017.

Em tempo: NÓS VAMO ACABÁ COM O PLANETA!!!