O adeus ao maior de todos

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Existem situações pelas quais as palavras faltam. A morte de Fabio Koff está sendo uma delas para mim. Eu poderia iniciar este texto falando sobre qualquer um dos quatro mandatos dele que seria pouco. Quando a gente usa a expressão “maior presidente da história do Grêmio” para definir Koff, tenho a impressão que as pessoas não tem a real dimensão do que ele fez pelo clube.

Quando Koff assumiu a primeira vez, em janeiro de 1982, o Grêmio tinha apenas UM TÍTULO BRASILEIRO. Acreditem, no primeiro mandato ele nos conduziu ao título da Libertadores e do Mundial, revelando o ídolo máximo Renato Portaluppi. Poderia ter parado por aí, imortalizado eternamente. Mas ele foi magnânimo ao voltar para a presidência em janeiro de 1993, justamente com o Grêmio voltando de uma turbulenta segunda divisão. O que ele fez? Emendou dois mandatos e quando saiu em 1997, nós já havíamos conquistado mais duas Copas do Brasil, um Campeonato Brasileiro e outra Libertadores da América. Presidiu outro Grêmio emblemático de Felipão, Jardel, Danrlei e companhia.

Ele poderia ter parado aí, já era o maior de todos.

Mas ele voltou. Venceu um popular Paulo Odone nas eleições de 2012 e assumiu o Grêmio do terceiro milênio na troca de estádio. Enquanto todo mundo comemorava a moderna e “européia” Arena, Koff descobriu a bomba que isso significava. O negócio não era viável financeiramente e levaria o Grêmio a falência em poucos anos.

Koff se afastou do vestiário pela primeira vez em suas presidências e de 2013 a 2015 fez o impossível. A torcida só pensava nos 15 anos sem títulos e dessa vez ele passou em branco nesse sentido. Mas se os torcedores tivessem dimensão do que ele fez por nós somente no último mandato, iriam fazer o sinal da cruz toda vez que mencionassem o nome de Koff. A Arena, inaugurada em 2012, só vai trazer lucro para o Tricolor de fato nos próximos anos. E doutor Fábio é o inteiro responsável por isso. A Arena iria nos falir! Koff que não deixou!

Se hoje podemos dizer que somos o melhor time do país nas últimas três temporadas, se hoje somos os atuais campeões da Libertadores, Recopa e Gaúcho, é porque Koff não deixou o negócio mal feito da Arena nos levar a falência.

Hoje a compra do estádio está bem encaminhada graças a seus esforços. E com a saúde já debilitada com o peso dos seus oitenta e tantos anos, sabendo que a morte logo lhe levaria deste mundo, Koff ainda nos deixou de legado seu apoio por um homem chamado Romildo Bolzan. O próximo “maior de todos” que falaremos a respeito no futuro.

E agora, com lágrimas nos olhos, relendo tudo que ele fez, não me resta mais nada a dizer.

Eu não cheguei, infelizmente, a lhe conhecer pessoalmente para dizer isso olhando nos seus olhos, mas Fábio André Koff era meu “avô” do coração.

De todos nós gremistas.

O homem que nos deu grandeza.

 

Lembre-se dele toda vez que vestir uma camiseta do Grêmio.

É graças a ele que o Grêmio ainda existe.

 

Obrigado, vô!

 

Paulinho Rahs.



4 COMENTÁRIOS

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