Navegar é preciso, viver não é preciso

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O título deste texto, que é de autoria do escritor português, Fernando Pessoa (1888 – 1935), nem sempre é interpretada corretamente. O equívoco está no duplo sentido da palavra preciso, ou seja, de necessidade ou de precisão. Imagine-se navegando sem precisão, seria possível chegar ao local desejado? Logo, a vida não é uma exatidão, muito pelo contrário e “recheada” de incertezas, como estamos vivenciando.

Essa pandemia, trouxe várias incertezas e frustrações como:

Meu plano será anulado por um possível teste positivo para COVID-19? Quando posso elaborar planos a médio e longo prazos? Como acabar com a impressão de que a gente não vence nunca? Quando poderei viver plenamente um relacionamento a dois e sair para bons momentos? Quanto tempo para re-socializar fisicamente com os amigos e familiares? Meu psicológico irá resistir ao excesso de informações negativas? Até quando trabalharemos em casa?

Saiba que: ninguém escapará desta transformação, logo, jamais seremos os mesmos, como éramos antes da pandemia.

Aqui vale destacar um princípio da Etologia: superarão aqueles que melhor se adaptar com essa pandemia.

Apesar das inúmeras imprecisões, que estamos experimentando, com atenção, cautela e cuidado, podemos sim, nos adaptar à nova realidade.

A título de reorganização de sua vida, planeje-a, considerando que o tempo mínimo dessa pandemia de 18 meses. Um planejamento bem elaborado, trará maior tranquilidade no cotidiano; seja proativo, tipo: se tiver que chupar um limão, consuma-o fazendo uma limonada. Por fim: vacine-se, por favor.

Caso sinta necessidade de ajuda, procure um profissional da psicologia.

Para finalizar, leia ou cante a música “Os Argonautas” de Caetano Veloso:

O Barco! Meu coração não aguenta. Tanta tormenta, alegria. Meu coração não contenta. O dia, o marco, meu coração. O porto, não!

Navegar é preciso, viver não é preciso (2x)

Noite no teu, tão bonito. Sorriso solto perdido. Horizonte, madrugada. O riso, o arco da madrugada. O porto, nada!

Navegar é preciso. Viver não é preciso (2x)

O Barco! O automóvel brilhante. O trilho solto, o barulho. Do meu dente em tua veia. O sangue, o charco, barulho lento. O porto, silêncio!

Navegar é preciso. Viver não é preciso (6x)