Moral, Ética e Aborto

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Foto: Internet.


Se a discussão sobre a descriminalização do aborto ocorresse há mais de 2500 anos atrás, certamente os filósofos da época encontrariam uma resposta adequada que contemplasse interesses da população, pois era esse o papel dos filósofos, ou seja, refletir sobre hábitos e costumes mais apropriados para convívio em sociedade, criando os pactos de convivência harmônica. Em comunidades de origem latina esse pacto era caracterizado como moral, enquanto que em comunidades de origem grega era chamado de ética.

Os filósofos se debruçavam na cultura da sociedade para identificar hábitos e costumes que melhor pudessem ser absorvidos pela população.

Mais tarde passou ser caracterizado como leis e/ou código de conduta, criadas por legisladores, cujo grau de conhecimento é duvidoso, se comparado com o dos filósofos. Diante desse aspecto é que a sociedade atual tenta distinguir entre certo e errado esta descriminalização, que acaba numa discussão incapaz de produzir o efeito pretendido.

Quando uma mãe opta pelo aborto, fruto de uma gravidez indesejada, é porque ela entende que está com um objeto estranho dentro do seu corpo. Mais tarde, dias, meses ou anos após o aborto, ela se dá conta que aquele objeto abortado não era objeto, mas um sujeito e aí o sentimento de culpa, de que foi uma “assassina”.

O tema é difícil de equacionar porque envolve vidas, mãe e feto, a mãe com consciência, enquanto que o feto totalmente indefeso.

Só combater a prática do aborto não é suficiente, pois o êxito está em não engravidar por acidente, mas engravidar com consciência de ambos, homem e mulher.

Se os legisladores atuais agissem como os filósofos, provavelmente eles não descriminalizariam o aborto porque a religião está imbricada na cultura, mas obrigariam a inclusão da disciplina educação sexual, no currículo escolar, do ensino fundamental, quando a faixa etária dos alunos estiver entre 9 e 11 anos.

Com educação sexual, como disciplina escolar, além de evitar a prática do aborto, também promove a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, que traria grande benefício na política de saúde pública.

Observem que o foco da discussão está totalmente distorcido e mais, em face da ilegalidade do aborto, certamente os dados estatísticos apresentados, para justificar descriminalização, provavelmente não condizem com a realidade e aí o risco criar uma lei que ignora a educação.

5 COMENTÁRIOS

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