Mission

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no jogo:] “isso não é nada,
meu caro Jorge,
porque eu me lembrei aqui que nós estamos presos
nesse Polvo Louco da Califórnia! e aí,
tá bom pra você? ou vai cair fora? ah,
adivinha só, não dá pra sair!”
“caramba,
é mesmo!! tamo tudo f*dido, minha gente,
já era, JÁ ERA”
“Minnie,
porque você tem que ser tão dramática?
lembra que você é a Rainha da noite?”
“vou imitar o Robledo: isso não é nada,
meu caro Jaqui,
sempre serei esta Diva! haha
brincadeira, Jacques,
eu sou assim porque acho engraçado mesmo,
além de ser emotiva.
agora, quando a Mina da Caixa disse que eu sacava mais
e que já me viu dançar,
achei que tinha a ver com a música na cabeça das pessoas.
daí imaginei que eu ia desviar de todos que estivessem bitolados;
bastaria me manter em um ritmo próprio,
entendem?
e, claro, cada um iria vir com uma habilidade,
aquela coisa de equipe, naquele esquema:
nós somos os bons e eles os maus.
só que não, nós somos os vendidos
nós que estamos nessa por conta própria!
não cabe mais dizer que somos vítimas
ou que somos os heróis dessa história!”
“é verdade, Minnie,
mas também não vamos chorar ou nos ofender com isso
bola pra frente, o jogo continua
e continua mais forte do que antes
aliás, não acho que uma coisa exclua a outra:
se somos parte do problema,
aí é que precisamos tomar alguma atitude”
“é, e a ideia de se manter em um ritmo
é excelente
porque resolve de uma só vez o problema de atmosfera
por assim dizer
e evita que a gente fique com uma música
grudada na cabeça”

[alguém toca o sino do portão]