Márcia Port é a primeira patroa do CTG Manotaço

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Márcia Port tomou posse como patroa do CTG Manotaço no último domingo, 30 de junho. Foto: Arquivo Pessoal.


Natural de Gramado, Márcia Andréia Port, conhecida por Preta, tem 45 anos de idade, é vendedora e desde esse último domingo, 30 de junho, após uma votação que ficará na história de Gramado, ela se tornou a primeira patroa do CTG Manotaço. O Centro de Tradições Gaúchas existe há mais de seis décadas, sendo o primeiro da região a ter uma mulher como patroa.

GN – Como começou a tua relação com a cultura e costumes gaúchos?

Márcia – Comecei há mais ou menos uns 15 anos fazendo um curso de dança de salão no CTG Manotaço, onde vi que o tradicionalismo iria fazer parte da minha vida e foi o que aconteceu.

GN – Tu já fez parte de outros CTGs?

Márcia – Meu primeiro e único foi o CTG Manotaço. Encontrei dentro do CTG uma família, uma cultura que engrandece e que deve se manter viva entre nós, hoje estou criando meu filho dentro dos costumes e tradições do nosso Estado.

GN – Como tu te sentes com a escolha?

Márcia – Me sinto honrada por ser a primeira patroa do CTG Manotaço, para os que não conhecem a tradição é só um cargo, para mim que amo a tradição, é um sonho conquistado. E com a certeza de que farei o meu melhor pela entidade.

GN – Sabemos que os CTGs costumam ter patrões. A que tu acha que se deve essa quebra de paradigmas?

Márcia – Uma evolução. Hoje em dia tem muitas mulheres em tantos cargos tão importantes quanto o meu. Isso só mostra que a mulher tem muita força. Já temos no estado outros CTGs onde a mulher está a frente também e as entidades só cresceram. O que não pode mudar é a luta pela entidade. Não importa o gênero, o importante é lutar pela tradição.

GN – Quais projetos pretendes desenvolver a frente do CTG Manotaço?

Márcia – Pretendo trabalhar pela família porque o manotaço é uma família, trabalhar pela campeira fazendo mais eventos para o laço e as invernadas artísticas, para que cada vez mais elas cresçam e possam mostrar e ensinar a nossa tradição principalmente para nossas crianças.

GN – Qual a maior responsabilidade daqueles que cultuam o tradicionalismo?

Márcia – A nossa tradição é linda, de encher os olhos e o coração. Ela é rica em história, costumes, temos as danças, o laço, as músicas, o chimarrão. Isso tudo nos convida a uma boa prosa com os amigos formando uma grande família. É por isso que o CTG Manotaço batalha tando, para não deixar morrer a tradição.