João Teixeira destaca as estruturas físicas adequadas e humanização no atendimento na saúde de Gramado

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Secretário da Secretaria Municipal de Saúde de Gramado. Foto: Prefeitura de Gramado.


Com duas grandes obras em andamento (Várzea Grande e Floresta), que devem mudar a realidade do atendimento aos usuários dos serviços na área da Saúde em Gramado, o secretário da Saúde, João Teixeira (foto), defende estruturas físicas adequadas para usuários e trabalhadores do setor e humanização no atendimento. Segundo avaliação de Teixeira, parte da Taxa de Turismo Sustentável deveria ingressar no orçamento público municipal, resultando em mais investimentos em Saúde. Confira a entrevista com o secretário, que ainda destaca o bom momento do Hospital Arcanjo São Miguel.

P – Em suas manifestações, o senhor defende um serviço público de Saúde centrado em estruturas físicas adequadas e humanização no atendimento. Isso já está consolidado na Secretaria da Saúde?

R – Temos a preocupação, desde o início de nossa gestão, na melhora das estruturas existentes, seja através da construção de duas novas unidades de Saúde (UBS Floresta, em fase final, e Centro de Saúde da Várzea Grande, obra iniciada em julho deste ano), bem como projetos de ampliação e reformas nas UBS Piratini e Jardim, em fases de licitação. Essas melhorias trarão aos servidores um espaço mais estruturado, agregando conforto e dignidade às equipes e, principalmente, aos usuários.

P – Obras novas como a do Centro de Saúde Carlos Altreiter Filho (Várzea Grande) e Unidade Básica de Saúde Érico Albrecht (Floresta) devem alterar em que sentido a realidade dos usuários do serviço público no Município?

R – No caso da UBS Floresta, haverá espaço para outras especialidades médicas, atendimento odontológico (hoje inexistente) e sala de vacina, atendendo plenamente aquela comunidade e proximidades. No caso do Centro de Saúde da Várzea Grande, teremos a centralização de serviços, tais como especialidades médicas, odontológicas, fisioterapia, farmácia, auditório e a concentração das quatro equipes da Estratégia de Saúde da Família, que atendem toda região Sul da cidade, que gira em torno de 15 mil habitantes. Ainda teremos a garantia da ampliação de atendimentos médicos, inclusive com horário estendido até às 21h.

P – O acesso da população aos medicamentos fornecidos pela chamada Farmácia Básica é satisfatório?

R – Sim, pois temos o fornecimento de 192 medicamentos ofertados dentro da responsabilidade do Município. A falta de alguns medicamentos tem ocorrido por falta de insumos na produção do mesmo ou desistência no fornecimento por parte do laboratório, o que gera um desabastecimento momentâneo.

P – O Hospital Arcanjo São Miguel (HASM) está sob intervenção do Município desde fevereiro de 2016. Quais as mudanças mais visíveis ocorridas nos últimos dois anos e meioperíodo do atual governo municipal?

R – Com a troca da equipe de intervenção, ocorrida em julho de 2018, e o crescente aumento de repasses ao hospital, por parte do Município, gerados pela escassez de recursos do Estado, buscou-se um equilíbrio financeiro a partir da otimização na utilização de recursos e remanejos contratuais de serviços. Com isso, houve uma melhora na estrutura através da aquisição de equipamentos, pagamentos em dia de fornecedores, colaboradores e prestadores de serviços médicos, aumentando a autoestima como um todo. Saímos de um cenário que se encaminhava para o fechamento de serviços do hospital para a certeza que o Hospital São Miguel atende às expectativas, seja dos moradores de Gramado e região, seja dos turistas que lá buscam atendimento.

P – Estado e União cumprem com suas responsabilidades em relação ao serviço público de Saúde em Gramado?

R – Cumprem. Porém, o que é pactuado fica aquém da necessidade, aliado aos atrasos recorrentes por parte do Estado. Além disso, dos 10 leitos UTI que o hospital tem, sete deles são destinados ao SUS de forma regional, sem recursos para a manutenção dos mesmos. Quanto à União, os repasses são feitos rigorosamente em dia, mas estão defasados e sem expectativa positiva de aumento de Teto MAC (Média e Alta Complexidade). Isso tem gerado um investimento grande e forte por parte da administração pública de Gramado na manutenção das estruturas e serviços, tão necessários para nossa comunidade e segurança aos visitantes.

P – O orçamento destinado à área da Saúde em Gramado deve ser melhorado em razão do expressivo número de visitantes que a cidade recebe anualmente (6,5 milhões de pessoas)? Qual a sua sugestão?

R – Sim, e isto tem acontecido em nossa gestão, de forma responsável, para que os serviços na área da Saúde sejam atendidos pela expectativa gerada por uma cidade que recebe mais de 6 milhões de pessoas por ano. Estamos estudando uma forma legal para que haja novos recursos provenientes do setor de Turismo, através da Taxa de Turismo Sustentável (TTS), que deverá ter um percentual dela cobrada para subsidiar parcialmente o investimento a ser realizado na área da Saúde. Igualmente, continuaremos a negociar com o Ministério da Saúde para que haja um reequilíbrio nos recursos do Teto MAC.