Jair Bolsonaro fala sobre sua visão do agronegócio e a política

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Possível candidato a presidência do Brasil, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) esteve em Gramado na segunda-feira, 31 de julho. O parlamentar foi o convidado especial da abertura do IV Seminário A Voz do Campo – Agro, a Locomotiva do Progresso que acontece até 2 de agosto no Hotel Wish Serrano. Na sua chegada a cidade, o deputado foi recebido por um grupo de cerca de 50 pessoas favoráveis à sua candidatura a presidente da República. O grupo era formado por pessoas de Gramado, Canela, Montenegro, Riozinho e Rolante. Lideranças do Partido Militar do Brasil (PMBR) também acompanharam a manifestação de apoio a Bolsonaro. Sob gritos de “mito” e “futuro presidente”, Bolsonaro desembarcou da camionete em que estava e atendeu ao público. Solícito e esbanjando simpatia, o parlamentar tirou “selfies” e deu autógrafo, além de posar pra muitas fotos com os seus simpatizantes.

APOIO AO AGRONEGÓCIO

No painel em que foi o principal palestrante, falou para uma plateia que ocupou todos os espaços do Centro de Convenções do Wish Serramo. Empresários do agronegócio, lideranças do setor e simpatizantes estavam entre o público. Bolsonaro destacou que não estava em campanha eleitoral, mas afirmou que nos próximos dias poderá mudar de sigla política. A tendência é de que ele deverá filiar-se ao Partido Ecológico Nacional (PEN). O deputado manifestou apoio ao agronegócio “O presidente do país não pode atrapalhar quem quer produzir, um presidente não pode fazer tudo, mas pode fazer muita coisa”, referindo-se a uma possível redução da carga tributária e outros empecilhos que envolvem produção rural no Brasil.

CARRO-CHEFE DA ECONOMIA

Entre outras questões, ele defendeu maior celeridade ao licenciamento ambiental e mudanças nas políticas de fomento ao setor do campo. “As pequenas obras que tenham a ver com o escoamento do agronegócio não podem levar dez anos para serem autorizadas, isso tem que mudar. O agronegócio é o carro-chefe da economia brasileira”, ressaltou ele. “Se você busca o aumento de impostos você pode aumentar a circulação de mercadorias”, acrescentou o deputado.

CRÍTICAS AO MST

Bolsonaro foi aplaudido quando criticou o Movimento dos Sem Terra (MST). “Se depender de mim, o MST nunca será um movimento social. Aqueles que queimam veículos ou destroem vias públicas têm que ter um tratamento como se terroristas fossem”, declarou. Para Bolsonaro “o Brasil precisa pensar no Brasil, isso quer dizer que devemos começar pelo homem do campo, o que falta para o político brasileiro é antecipar-se aos problemas”.

ALFINETADA E DEFESA DOS ÍNDIOS

Potencial candidato nas eleições do ano que vem a líder do Executivo Nacional, Bolsonaro alfinetou seus possíveis oponentes. “Eu tenho dito que não sou muito bom, mas eles são muito ruins, o Brasil precisa de um presidente honesto, patriota, com coragem e discernimento, isso eu queria lembrar aos que me criticam,” enfatizou. O deputado também falou sobre os índios, se colocando em defesa dos povos indígenas. “Nós temos que emancipar os índios”, disse. Bolsonaro disse ser favorável ao fim do desarmamento da população, a defesa armada das propriedades rurais como alternativa para evitar invasões e a revisão dos direitos humanos.

ELEIÇÕES POR VOTO IMPRESSO

Bolsonaro aproveitou a oportunidade e defendeu a realização do pleito geral por meio do voto impresso, um projeto que é de sua autoria. “Nós temos que garantir o voto impresso para garantir eleições limpas no ano que vem”, afirmou o deputado. Entre outros temas abordados, o parlamentar criticou as relações comerciais do Brasil com a China e outros países de primeiro mundo. Bolsonaro encerrou a sua palestra conclamando a população a participar da política nacional. “Só acredito no Brasil, porque acredito em vocês. Sem campo não há cidade, sem segurança não existe economia. Cada um de nós tem que fazer a nossa parte pelo bem desse país”, finalizou Bolsonaro.

Texto: André Aguirre