Insolitamente

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Insólito continuo a vagar sobre este mar de morais,
Um “faz assim, faz assado” frequentemente traz
Com imponderáveis normativas desiguais
Se passando por bons modos vivais.

Ainda insólito a pensar, nas imponderáveis morais
Nas regras estapafúrdias dos dias infindos de homens tais
Começo perder-me neste mar
Começo lançar-me nestes anais

E pensar que os ventos sombrios nada mais são que ventos de frio
Que esvaem sobre as mãos de um homem
Que desvanecem sobre o peito anil

E pensar que se esgota ao passar por mim
Nada mais importa se o fim não é só o fim
Tudo e todos somos assim

Frios, quentes, longevos numa porciúncula de vis
De homens sombreiros de olhos anis
Do seio da vida ao fim dos afins