Independência infantil

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Luciane


Todo mundo certamente já ouviu a famosa frase “criamos nossos filhos para o mundo”. Mas afinal, o que isso significa?

A resposta para essa pergunta é singular, de acordo com os valores e cultura que fazem sentido na relação familiar. Porém, além dessas variáveis, entendo que essa frase fala também sobre independência.

Para falar de independência de crianças, o que me ocorre é um termo psicanalítico denominado antecipação. Em linhas gerais, ele diz da posição que os cuidadores devem assumir de antecipar que a criança seja capaz de desenvolver certas habilidades, para que ela se precipite e o faça.

Com uma independência adequada a cada momento do desenvolvimento, a criança cresce de uma forma mais saudável física e psiquicamente. E como saber o que é adequado para cada criança? Observando, tentando, permitindo que a criança viva a experiência.

Estimular a autonomia pode ser simples: fazer questionamentos, deixar que a criança encontre a solução para seus problemas, influenciar o mínimo possível, possibilitar que ela use sua criatividade para construir brincadeiras, incentivar a resolver conflitos através do diálogo, questionar sobre o que ela tem vontade de fazer, o que é possível e o que é o correto a ser feito, são ótimos exemplos práticos.

Deixar a superproteção de lado pode não ser fácil, mas ter a consciência de que isso está impossibilitando que a criança viva inúmeras experiências pode ajudar.

Incentivar a independência não é deixar a criança fazer o que quiser, mas sim estar atento aos seus desejos, suas vontades e, enquanto adulto, guiar para a melhor escolha. O equilíbrio é sempre uma boa opção, com a certeza de que estará contribuindo para um pleno desenvolvimento infantil.

Luciane Morini Cassenote
Psicóloga – CRP 07/24521
54 991705390
Instagram: @psicologalucianemc