Imagem é tudo

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Lembro-me de um tempo, em que o ato de fotografarmos ou sermos fotografados era um ato solene. Levando-se em conta o custo do filme e o tempo de espera para a sua revelação, todos os envolvidos na foto ou “retrato” escolhiam uma pose e davam o seu melhor sorriso.

Contudo nos dias atuais, a fotografia caiu em desuso. Vivemos na era das fotografias instantâneas, que na maioria das vezes nada representam. Apenas a retratação de um momento fugaz! Fotografias que muito provavelmente não voltaremos a olhar e que muito menos mandaremos revelar a fim de embelezarmos nos lares, escritórios e mesas de trabalho, relembrando a qualquer instante um momento que restou eternizado naquela moldura.

Neste contexto de fotos instantâneas e descartáveis, observamos que a sociedade de uma forma geral deixa de utilizar esta tecnologia quando necessária aos seus interesses. Tirar uma foto de um prato de comida “sim”, tirar uma foto da placa do veículo que por exemplo bateu na traseira do seu e fugiu “não”. Tirar uma fotografia fazendo biquinho “sim”, tirar uma fotografia de um documento que não lhe foi disponibilizado cópia “não”.

O código de processo Civil em seu artigo em seu artigo 373, inciso I, refere que incumbe ao Autor da ação, o ônus de provar os fatos constitutivos de seu direito. Neste sentido, porque não utilizar os meios tecnológicos postos a nossa disposição a fim de comprovar seu direito. Envolveu-se em um acidente de trânsito, se possível, desça rapidamente do veículo e fotografe o local do acidente, as placas dos envolvidos, pois uma vez desfeito a cena do acidente, cada um dos envolvidos terá a sua versão.

Contudo, você terá a verdade “real” dos fatos. Pense nisso! # fica a dica. Sugestões para as próximas colunas, entre em contato através do e-mail: ferreiraebarbosaadv@gmail.com