Igreja Matriz São Pedro recebe Harmônica de Cristal com a Orquestra Sinfônica de Gramado

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O concerto natalino realizado no final da manhã do último domingo (19/12), na Igreja Matriz São Pedro, emocionou o público presente. A Orquestra Sinfônica de Gramado, sob a regência do maestro Bernardo Grings, contou com os solos da cantora Débora Faustino e do músico Júlio César Wagner, que surpreendeu a todos conduzindo a Harmônica de Cristal.

A apresentação, que integrou a programação do Natal Luz, contou com repertório natalino. Na parte final, taças de cristal uniram-se aos violinos, oboés, violoncelo e demais instrumentos musicais, extraindo sons angelicais. Conduzida pelo músico Júlio César Wagner, a Harmônica de Cristal é composta por dezenas de taças, onde cada uma revela uma nota musical – quando reunidas, elas compõem uma verdadeira sinfonia de sentimentos.

Instrumento único no País, a Harmônica de Cristal foi lançada recentemente em Gramado e pode ser conferida, diariamente, no Museu Vivo do Cristal. Em “A Voz do Cristal”, a harmônica apresenta todo o seu encanto e os sons dos anjos, com apresentações de 2ª a 6ª feira, às 9h30 e, depois, das 10h às 17h, a cada hora; e aos sábados, domingos e feriados, sempre nos horários das 9h30, 10h, 11h, 11h30, 12h, 12h30, 13h, 13h30, 14h, 14h30, 15h, 15h30, 16h e 17h. A apresentações fazem parte das atrações do Museu Vivo do Cristal, na Cristais de Gramado (RS 115, nº 36161, Várzea Grande – junto ao Pórtico de entrada em Gramado), e ingressos antecipados podem ser adquiridos no https://ingressos.cristaisdegramado.com.br/

Saiba mais sobre a Harmônica de Cristal: A Cristais de Gramado, em conjunto com os músicos Júlio César Wagner e Heitor Knorst, criou uma atração inédita no País, que une a arte visual e sensorial. São 27 taças de taças de cristal, em diferentes modelos e tamanhos, coladas em uma base. Trata-se de um instrumento composto por cristal e água, pois o volume de líquido contribui para a afinação e que se extraia a nota musical ideal.

Graças às altas temperaturas e componentes específicos usados em sua composição, o cristal se torna capaz de vibrar. Entendendo isso, fica mais fácil solucionar o mistério de como o cristal é capaz de cantar, afinal, o som é vibração.

Quando friccionado em sua borda, o cristal vibra. É esta vibração que reverbera no vidro interno, produzindo o som. Porém, para a experiência ficar completa, é preciso um novo elemento nesta equação: a água. Ela é capaz de reduzir o espaço interno vazio dentro do copo. Menos espaço livre significa menos vibrações, alterando o som. Em outras palavras, afinando as notas deste instrumento.

Para a criação do “A Voz do Cristal”, o método de aprendizagem envolveu vários testes. Por exemplo, taças visualmente iguais acabam produzindo entonações diferentes. A solução era uma só: afinar cada uma até encontrar a nota ideal.

Outro desafio foi adaptar as músicas para o instrumento. Mesmo as composições mais famosas, raramente possuem uma alternativa na Harmônica de Cristal. Foi preciso encontrar notas semelhantes e, o mais difícil, achar taças capazes de reproduzir estes tons.

Como se não fosse o suficiente, o desafio ganha uma camada adicional de dificuldade. Cada vez que o palco é montado, há a necessidade de afinar as taças novamente – afinação ocorre a partir do volume de água em cada uma.