Hora de por hélices e voar, vamos conhecer os drones e suas imagens maravilhosas

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Caso não conheça (o que atualmente duvido muito), drones são veículos aéreos não tripulados. Seu surgimento histórico e não conhecido como os drones de hoje data da segunda guerra mundial, com os foguetes balísticos V-1 e V-2 alemães que aterrorizaram os ingleses durante a guerra. Os veículos aéreos não tripulados como conhecemos hoje (para fins militares) surgiram no fim da década de 70 através das mãos de um israelense chamado Abe Karem, que criou o modelo Albatroz. Desde então, forças militares tem cada vez mais evoluindo seus VANTs(veículos aéreos não tripulados) por conta de custo e não risco a vida humana(no caso, o piloto).

Agora os drones para utilização recreativa ou para produção de imagens começou mesmo a surgir a partir dos anos 2000, porém só começou a se popularizar após 2010. Em 2019, só no Brasil, houve um total de 27.665 drones registrados pela Anatel, 51% a mais que 2018. Porém a maioria desses veículos ainda são de utilização recreativa. Mas há diversos usos para eles, como para resgates, buscas policiais, engenharia, pesquisas da fauna e também a produção de imagens que é a minha área.

O conhecimento por drones e a sua utilização civil eu já conheço e sou apaixonado desde o surgimento do modelo Phanton 2, em 2013. Em 2017 finalmente comecei a trabalhar com o drone e desde então hoje é o meu carro forte.

O drone nos da uma nova perspectiva na realização de imagens(fotografia e filmagem). Barateia custos de uma fotografia aérea (antes realizada apenas em helicópteros e aviões), além de ser divertido e intrigante. Claro, para que isso seja realizado de forma decente e correta, há a necessidade de treinamento e documentação. As leis que regem a utilização de drones no Brasil ainda são flexíveis e leves, porem cada ano que passa, se torna mais difícil e restrito voar com eles. Em certas cidades ou pontos turísticos já há a proibição devido ao grande risco.

Como a demanda de drones e os preços tiveram um grande declínio, há uma facilidade na compra desses aparelhos, mas não o treinamento e a habilidade para conduzir. Pense no seguinte: um motor de um drone dji phantom 4 (um modelo básico porém com capacidades de realizar imagens profissionais) gera um total de 22 mil rotações por minuto (RPMs) ou seja, se tu sem querem meter a mão na hélice de um drone desses, é capaz que você possa parar em uma emergência com um pedaço do dedo arrancado.

O drone é como um carro, uma arma em mãos despreparadas. É só pesquisar na internet a quantidade de acidentes que acontecem com drones. Em questão de relação carros/drones, já é quase a mesma proporção. Então todo cuidado e treinamento é pouco.

Hoje no país para você ter seu drone legalmente e utilizar ele de acordo com as leis, tu precisa dos seguintes passos:

– Registro do drone na anatel;

– Registro na anac e sarpas;

– Possuir seguro para terceiros (seguro total contra danos no casco também é uma ótima opção)

E seguir voando de acordo com a regra: voar até uma altura máxima de 120 metros, nunca voar abaixo dos 30 metros de altura em locais com aglomeração de pessoas. Em eventos e afins ter autorização por escrito da organização e em trabalhos com books e festas, também ter autorização.

Em locais com muitos obstáculos (arvores e prédios) e pessoas aconselho sempre a utilizarem os modos de voo lento ( como o modo tripé nos drones da dji) além de sempre procurar um local vazio e sem obstáculos para decolagem e aterrissagem. Além disso sempre aconselho a ter um olheiro contigo pois normalmente estamos olhando a tela ao invés do drone, e obstáculos como cabos elétricos e postes, além de pássaros, podem estar no caminho.

Hoje como falei sobre drones, a entrevista acabou sendo comigo mesmo, então lá vai.

Meu instagram é @cidguedes_fotografia e trabalho com drones desde 2017.

As redes sociais são minha principal forma de divulgação e promoção. Trabalho principalmente como prestador de serviços para outras empresas no ramo da publicidade e propaganda e geração de imagens e conteúdos midiáticos. Também dou instruções de voo e pilotagem de drones.

O mercado de imagens aéreas na serra gaúcha, assim como no Brasil é um mercado em ascensão então sempre há trabalho, principalmente por conta das dificuldades em documentações e autorizações. E uma coisa que sempre digo para os clientes, que diferente de um fotógrafo tradicional, há certos custos operacionais que impossibilitam de baratear ao extremo, a não ser que o fotografo aéreo esteja trabalhando de forma ilegal e sem documentação. O que acontece muito devido a quase não haver um policiamento com conhecimento na região. Então se aparecer um fotografo aéreo cobrando 50 reais o voo, podes crer que tu vai se arrepender.

Então é isso, obrigado por ler e até a próxima postagem.