Grupo leva apoio e informações para diabéticos e hipertensos em Gramado

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Reunião do grupo do Hiperdia na ESF Nailor Balzaretti, bairro Pórtico II. (Fotos: Retana Garcia)


O cuidado com a saúde é uma das maiores preocupações da população, principalmente quando ligado à doenças crônicas, como o caso da Hipertensão e da Diabetes. Segundo o Ministério da Saúde, somente no Brasil, mais de 14 milhões de pessoas são diabéticas e outras 30 milhões fazem parte do alto índice de hipertensos. Em Gramado, a rede de saúde pública vem cada vez mais buscando maneiras de conscientizar e levar informação a esses grupos.

No município, aproximadamente 260 pacientes são atendidos pelo programa Hiperdia, mantido pela Prefeitura, por meio da Secretaria da Saúde. Nos encontros mensais, os pacientes hipertensos e diabéticos recebem atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Estratégias de Saúde da Família (ESF) por uma equipe multidisciplinar, visando o acolhimento e a melhora significativa na qualidade de vida. O Hiperdia também inclui consultas de rotina com clínicos gerais.

As reuniões são orientadas pelas equipes de enfermagem e médica das unidades. Além disso, a Prefeitura vem buscando parcerias com especialistas que possam agregar o máximo de conhecimento aos usuários. Por isso, atividades com nutricionistas, educadores físicos, técnicos de enfermagem e podólogos entram no calendário anual dos grupos.

“A saúde da nossa população é uma das nossas prioridades, por isso são grandes os nossos esforços em qualificar o atendimento e o acolhimento aos pacientes e a toda a comunidade nos postos de saúde”, destaca o prefeito João Alfredo Bertolucci, o Fedoca.
Além do acolhimento e da melhora na saúde, o Hiperdia é ainda um estímulo ao convívio social, tornando o encontro um momento para a troca de ideias e experiências.

“É de suma importância o trabalho com o grupo de pacientes hipertensos e diabéticos, agora efetuado de forma descentralizada em cada Unidade Básica de Saúde, com acompanhamento do médico, enfermeiro e nutricionista, porque o tratamento vai muito além de fornecer fita da medição de glicose. Se faz necessário uma mudança nos hábitos alimentares, evitando o sedentarismo, excesso de bebida alcoólica, cigarro e tomar muita água. O resultado será muito satisfatório se tivermos o comprometimento de ambas as partes”, explica o secretário da Saúde, João Teixeira.

PACIENTES RELATAM MELHORA NA QUALIDADE DE VIDA

Viver bem consigo mesmo e com a diabetes é um dos maiores orgulhos de Lindomar Arend, 65 anos, que convive com a doença há oito e participa das reuniões há quatro na ESF Nailor Balzaretti, no bairro Pórtico II. Lindomar apostou na prevenção assim que soube que era considerado um pré-diabético e ressalta que desde os primeiros encontros no Hiperdia só contou com melhoras no seu bem-estar. “Gosto muito dos grupos, sempre temos uma novidade para aprender. Isso é importante. Nunca estive tão bem”, finaliza.

Lindomar Arend, 65 anos, participa das reuniões do Hiperdia há quatro anos.

Quando o assunto é diabetes, os primeiros sinais da doença podem vir desde cedo, já na infância. Gabriela Santana, 12 anos, frequenta há dois o grupo na ESF Nailor Balzaretti. A menina chega aos encontros carregando dois cadernos: um com a rotina de alimentação e outro com a averiguação das taxas de glicose feitas em casa, diariamente. Todas as anotações são mostradas para a médica que acompanha o caso de Gabriela desde o começo. Inicialmente, os sintomas foram identificados pela família da jovem como anemia, mas os exames diagnosticaram que a menina era diabética. “Tive que mudar toda a minha alimentação. Gosto muito de doces, mas fui cortando refrigerantes, chocolates e doces”, comenta.

Gabriela Santana, 12 anos, durante reunião do grupo Hiperdia com a presença de uma podóloga.

PARA INGRESSAR NO HIPERDIA

Para ingressar no Hiperdia é necessário o diagnóstico médico de hipertensão arterial ou diabetes melitus tipo 1 ou 2, obtido através de laudo médico em um dos postos de saúde. “Como qualquer outro fator clínico, é de extrema importância que o paciente procure a unidade de saúde mais próxima para a análise de um profissional”, salienta a diretora da atenção básica, Fernanda Meireles. Após o diagnóstico, o usuário deve levar os documentos necessários para o cadastramento (cópia do RG, Cartão SUS, comprovante de residência e receita médica) até a unidade de saúde mais próxima.

MAIS DE 300 PESSOAS JÁ RECEBERAM AS FITAS HGT

Além do acompanhamento através das reuniões, consultas e atendimentos com a equipe de enfermagem, a Secretaria da Saúde distribui aos pacientes mais de 10 tipos de remédios, pela farmácia municipal. Em 2018, mais de 300 pessoas receberam as fitas HGT, utilizadas para o teste de dosagem do nível de glicemia.

“Todo paciente insulino-dependente tem o direito de receber as fitas. Para isso, é necessário ser atendido por um médico do SUS e receber a prescrição das mesmas. A retirada dessas fitas deve ser feita pelo paciente ou familiar que deve comparecer nas reuniões mensais”, esclarece Fernanda.