Gramado: Asfaltamento e drenagem executados pela SMO estão entre as ações da Prefeitura que elevam a qualidade de vida do gramadense

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Secretário da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos, Flávio Souza. Foto: Redes Sociais.

Conforme o secretário de Obras e Serviços Urbanos de Gramado, Flávio Souza (foto), os serviços de infraestrutura seguem padrões técnicos, com o acompanhamento inédito de dois engenheiros. O secretário explica que a maior parte do orçamento anual do órgão, de cerca de R$ 25 milhões, é gasto em manutenção. “Por isso, é preciso gestão para fazer tudo que fazemos com pouco dinheiro”, diz. Nesta entrevista, ele também trata de conquistas dos servidores, a exemplo do novo refeitório, inaugurado em março. Confira:

P – As obras viárias são destaque no trabalho da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos. Quantas ruas novas foram asfaltadas e quantas recuperadas no período no atual governo municipal?
R – As orientações do prefeito Fedoca (Bertolucci) e do vice-prefeito Evandro (Moschem) são no sentido de cuidar dos bairros, levando serviços de infraestrutura de asfalto com drenagem e boa base. Usamos asfalto a quente CBUQ, que embora mais caro, garante maior durabilidade. Dois engenheiros acompanham a parte técnica, algo inédito na Secretaria de Obras e Serviços Urbanos. Em dois anos e meio, intervimos em cerca de 250 ruas. Estamos fazendo uma nova licitação, para recuperar o restante da malha asfáltica de Gramado.

P – Como citado na questão anterior, com as obras de asfalto também são executados serviços de canalização. Qual o volume de canos enterrados entre janeiro de 2017 e julho de 2019?
R – Quanto à drenagem pluvial, temos aproximadamente sete mil metros de canos enterrados. Só na Vila Olímpica da Várzea Grande, quinhentos metros de canos enterrados. No Bairro Jardim, duzentos e cinquenta metros. Um trabalho que envolve escavações, detonação e dimensionamento da tubulação dentro de padrões técnicos. Mesmo que depois de enterrados os canos desapareçam de vista, as pessoas que moram no entorno e sofreram com inundações sabem da importância da obra para suas vidas. Sem contar as redes de água potável, que também fazem parte das questões de saneamento.

P – Em que locais a Prefeitura realiza obras de rede de água?
R – A canalização de água potável tem a participação da Corsan, que fornece os canos e nós, da Prefeitura, a mão de obra, maquinário e materiais de fechamento. Isso dá muito certo. São os casos, por exemplo, de mais de três mil metros de rede de água para os moradores da Estrada do Caracol, mil metros de rede de água para os moradores do Loteamento Heri Stahl (Serra Grande), e dois mil e seiscentos metros de rede de água para os moradores do Morro Agudo (Serra Grande, que também deve receber asfalto).

P – A frota de veículos e maquinários da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos é moderna e correspondem às necessidades operacionais?
R – No início do atual governo municipal, enfrentamos dois vendavais que causaram grandes estragos na cidade. Não tínhamos sequer motosserra para cortar os galhos de árvores tombadas nas vias. Hoje, estamos equipados com o que for necessário. Por exemplo: adquirimos motosserras, roçadeiras, saco compactador, duas retroescavadeiras novas e três foram reformadas. Também compramos dois caminhões novos e quatro veículos para uso funcional. Tudo isso graças à economia com a diminuição de cargos de confiança e gestão.

P – E a pedreira do Município?
R – Recebemos uma estrutura defasada e a pedreira foi fechada por falta de licenciamento ambiental logo no início do atual governo municipal. Graças ao trabalho e relações da engenheira Simone Cazu (secretária adjunta), obtivemos o licenciamento necessário. Com isso, reformamos os dois britadores. Com os materiais que recebemos de empresas de construção, já licenciados, produzimos ao redor de duzentos mil metros cúbicos de brita sem uma única detonação, resguardando o meio ambiente. Desse modo, a pedreira municipal funciona como o coração da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos, permitindo que os serviços sejam executados.

P – Quais as principais melhorias funcionais que os servidores da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos receberam a partir do início do atual governo municipal?
R – Hoje, todos dispõem de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), que vão desde luvas, uniformes e botas, garantindo mais conforto e segurança do trabalho. Antes mesmo de assumir, recebi de servidores uma reivindicação sobre o refeitório, que estava em péssimas condições. Construímos um refeitório novo com banheiros separados para homens e mulheres, deficientes físicos, ar-condicionado no salão e local adequado para armazenamento de alimentos. Ainda temos uma nutricionista que prepara o cardápio. Enfim, são algumas das conquistas obtidas desde janeiro de 2017.

P – A divisão de tarefas entre a Secretaria de Obras e Serviços Urbanos e a Secretaria da Agricultura tem funcionado bem?
R – A minha relação com o secretário Alexandre Meneguzzo (Agricultura) é amistosa. Ele é um baita profissional, muito técnico, comprometido e responsável. Nossa visão é que a Prefeitura é uma só e temos o compromisso de entregar o melhor para a comunidade. Se a Agricultura precisa de um caminhão, isso é disponibilizado. Se Obras pede uma máquina da Agricultura, somos atendidos.

P – Qual o valor do orçamento destinado à Secretaria de Obras e Serviços Urbanos em 2019? Quanto do recurso orçamentário previsto é investido em obras e serviços?
R – O orçamento é de cerca de R$ 25 milhões. A questão é que a manutenção é muito cara. Desse total, sobra de 3% a 4% para investimento em obras. Acabou o período em que o dinheiro vinha a rodo do governo federal. Por isso, é preciso gestão para fazer tudo que fazemos com pouco dinheiro.