Fora da casinha

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“ah não, perguntei primeiro!
fala aí, alguém sabe a senha?”
“mariposa loka! mariposa” “shh!
cê quer estragar a parada?! fala baixo!
ó, galera,
ceis são parte dos convidados, vieram, pá,
e agora deram início ao jogo
ceis vão ter que
encontrar sete chaves por aqui
sempre nessa sequência:
um duende dá a pista e vocês vão buscar a resposta
em alguma coisa
física
nas redondezas; vai ser uma coisa estranha,
sempre.
aí vai aparecer outro duende, só que ele ou ela
vai ser mais discreta,
vocês vão ter que sacar se faz parte do jogo
ou se é alguém tentando desbaratinar a parada,
entenderam?
é sagacidade e disfarce o tempo todo:
é ou não é estranho?
tá ou não tá no jogo?
os duendes da noite estranha conhecem a cidade
e vão dizer algo inteligente.
pra garantir que é um duende da jogada, é
só começar um papo estranho.
se a pessoa não embarcar na ideia, é porque
não é do jogo.
se
a pessoa entrar na pira e não for criativa e
sensível,
ela também não tá na jogada.
mas cuida,
porque é gente tentando derrubar o jogo, ok?
o duende pode ou não abordar vocês;
se ele ou ela puxar conversa,
provavelmente não vai ser tão estranho,
mas vai ser diferente.
achar as chaves é até tranquilo e
pode ser que os duendes deem uma mão,
o lance é ter jogo de cintura. ela vai se dar bem,
gostei do teu estilo! ó, pega a dica
que eu vou meter o pé:
flutua pesado
o
guardião das chaves.
falow, galera,
até depois,
isso se vocês acharem as sete chaves
antes de o sol despontar de trás do morro.
xau.”