Feminismo & I Am Mother

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I Am Mother é um filme de suspense e ficção científica que tem um viés do movimento feminista. Disponível na Netflix e quem não se importar com spoiler, pode continuar a leitura

O objetivo do feminismo é discutir e lutar pelos direitos da mulher. No filme não está explícito, mas sugere a possibilidade de não mais necessitar do masculino para ter filhos, além da possibilidade de ter filhos “sob encomenda”, uma espécie de “cardápios de filhos perfeitos”, em outras palavras, filho ou filha idealizados.

Numa tradução simples, I am mother é: “eu sou mãe” ou “eu sou a mãe”. Estas frases permitem outras interpretações como: “eu sou o caminho a seguir” o “sou eu quem conhece o certo”.

Mesmo podendo ter descendente idealizado, o genitor não estará livre de conflitos por eles criados, três como exemplo: (1) na infância (entre 5 a 7 anos) a menina humana pergunta: por que não há crianças? A mãe robô responde em uma frase vaga “havia antes das guerras” e na sequência a menina humana diz: “eu não quero ser humana”; (2) no final da adolescência (entre 16 e 19 anos) ao estudar princípios éticos, a menina humana questiona estes princípios e a mãe robô não consegue explicar; (3) na idade adulta (26 e 29 anos) depois de conhecer a realidade fora da unidade de repovoamento, a menina humana retorna para a mãe, quando ocorre o maior conflito, num momento visivelmente de ódio, a Filha atira e mata a Mãe (robô).

No primeiro conflito a mãe robô disse que ela, a Filha, poderia mais irmãos e quanto a não ser mais uma humana é natural este desejo, porque a única referência de cuidador que a menina tem, é de um robô.

A discussão sobre ética (segundo conflito), exige que as partes façam uso da razão na discussão dos temas, mas a Mãe se irrita quando é questionada pela Filha, mesmo sendo robô. A harmonização do diálogo pode ser obtida se a discussão do tema for conduzida pela racionalidade, aí sim pode chegar ao entendimento.

No terceiro conflito, com o aniquilamento “morte do robô” a filha ficou só para criar e cuidar do novo membro, menino recém-nascido, antes da morte da Mãe, e a impossibilidade de ter acesso a experiência de ser mãe, por não ter ninguém de geração anterior, isto é, competirá a filha criar e desenvolver formas de como criar e educar filhos.