Fedoca sugere valores diferenciados e Manu quer reunião com Sartori

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Pedágios de Gramado, Três Coroas e São Francisco de Paula têm as tarifas mais caras entre as praças da EGR. Foto: Internet/ Divulgação.


O reajuste nos pedágios nas rodovias de acesso à Gramado e a Região das Hortênsias (RS-115 e RS-235) feito pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) está repercutindo de forma negativa entre autoridades. Na segunda-feira, 2 de outubro, passou a valer o aumento da tarifa única de R$ 5,90 para R$ 7,90 nas três praças administradas pela EGR que estão instaladas na região: Gramado/Nova Petrópolis, Canela/São Francisco de Paula e Três Coroas/Gramado.

Com a elevação do valor, os três polos passaram a ter as tarifas mais caras entre as 14 praças de pedágios de responsabilidade da EGR. O prefeito de Gramado, Fedoca Bertolucci (PDT), considera que o município não tem como intervir no aumento do valor das tarifas, mas sugere que a cobrança seja feito de acordo com o veículo.

“Trata-se uma responsabilidade da EGR que nós, como municípios, não temos condições de intervir. Contudo, temos sugerido a diferenciação das tarifas de acordo com os veículos envolvidos, de modo que cada veículo seja tributado de acordo com o potencial nocivo à rodovia. Atualmente, todos pagam a mesma tarifa. Ou seja, automóveis pagam o mesmo preço que caminhões, por exemplo, o que não nos parece justo,” opina Fedoca.

Vereadora quer reunião com governador

Já a vereadora de Gramado, Manu Caliari (PRB), que está realizando um abaixo assinado contra o aumento dos pedágios pretende levar o assunto diretamente ao chefe do Executivo gaúcho, José Ivo Sartori (PMDB).

Ela destaca que até o momento colheu quase sete mil assinaturas de pessoas contrárias às novas tarifas. “Já temos uma representação significativa, quase 20% da comunidade assinou, assim como moradores de outras cidades,” comenta ela.

A parlamentar por intermédio do deputado estadual, Sérgio Peres (PRB) tentará uma reunião com Satori para a próxima sexta-feira, 6 de outubro, ou para o dia 13. “Quero entregar em mãos ao governador o abaixo assinado, não concordo e vou lutar para não sermos penalizados pela falta de estrutura da EGR,” afirma Manu.

“Achei ruim a EGR aumentar de um dia pro outro, normalmente pedágio é reajustado no final ou no início do ano, mas aumentaram em um momento inesperado. Moradores não têm isenção, estamos ilhados”, acrescenta a vereadora.

Segundo Manu, há um forte movimento político contra a elevação das tarifas de pedágio. “Vários deputados estão engajados nesta causa e as Câmaras da região já fizeram moções de repúdio ao aumento,” finaliza Manu.

Presidente da Amserra diz que reajuste deveria ter ocorrido ao poucos

Para o presidente da Associação dos Municípios de Turismo da Serra (Amserra), o prefeito de Nova Petrópolis, Regis Luiz Hahn (PP), o aumento que se tornou uma realidade no início deste mês, deveria ter entrado em vigor na época em que estava previsto para ocorrer e não aguardar dez anos sem reajuste nas tarifas.

“Penso que fizeram a coisa errada, quando se mexe no bolso da população de vagar, não é tão apavorante e agora de uma vez só aumentaram 34%. Acredito que deveriam ter feito isso em doses homeopáticas para as pessoas conseguirem se adaptar,” diz o gestor municipal.

Hann destaca que tem demandas em Nova Petrópolis de responsabilidade do Estado e que espera que com o novo preço do pedágio, as obras sejam executadas. “Acho R$ 7,90 um valor muito alto. Agora que a EGR vai ter que caprichar mesmo na execução das melhorias na estradas estaduais,” comenta Hahn.

Segundo ele, na próxima reunião da Amserra deverá haver um consenso de que a entidade deva manifestar a sua contrariedade ao aumento dos pedágios por escrito ao governador Sartori.