Estelionatário é acusado de matar idoso para ocultar golpe na compra de área de terras

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Edson Antônio de Moura foi indiciado por homicídio qualificado e está recolhido ao presídio estadual de Canela (Foto: Polícia Civil)

A Polícia Civil de Gramado concluiu esta semana o inquérito que apurou o assassinato de Guido Loesch, 63 anos. Com base em depoimentos, provas periciais e documentais, o responsável pela investigação do homicídio, delegado Gustavo Barcellos está convicto de que Edson Antônio de Moura, 35 anos, foi quem matou Loesch.

O corpo do idoso foi encontrado no dia 28 de novembro de 2018, na residência em que ele morava na Linha Bonita, interior do município, mas a necrópsia apontou que possivelmente a vítima foi morta em 23 do mesmo mês.

Loesch foi estrangulado com o uso de uma corda e depois foi teve pés e mãos amarrados em uma cadeira. Um saco de pano também foi colocado para encobrir a cabeça dele. Edson nega a autoria do crime, mas conforme a Polícia ele causou a morte de Loesch para ocultar um golpe que aplicou contra a vítima em relação a compra de 55 hectares de terra que pertenciam ao idoso e foram adquiridos irregularmente por Edson.

As apurações indicaram que Loesch foi enganado pelo acusado na venda da área que totalizaram R$ 600 mil. Edson teria efetuado o pagamento com um cheque de terceiro, que foi devolvido por uma instituição bancária por divergência de assinatura. Foi quando a vítima percebeu que caiu num golpe. Loesch descobriu o estelionato no final de outubro e vinha pressionando Edson sobre o fato.

FICHA CRIMINAL

Natural do Paraná, o acusado tem uma longa ficha criminal que incluiu ocorrências de extorsão, estelionato e furtos. Durante buscas na casa de Edson, que fica próximo ao então endereço de Guido, policiais civis encontraram o cheque que foi utilizado para ludibriar o idoso. Edson chegou a ser preso no mês de setembro por ordem da Justiça para cumprimento de pena por estelionato praticado na Região Metropolitana de Porto Alegre, mas ganhou liberdade.

“Ele (Edson) é um golpista. Chama a atenção da frieza dele, em nenhum momento mostrou qualquer reação como arrependimento ou raiva. Ele nega ter matado a vítima,” comenta o delegado Barcellos.

O inquérito que esclareceu o crime tem mais de 200 páginas e foi encaminhado ao Judiciário com vistas ao Ministério Público (MP) com o indiciamento de Edson por homicídio triplamente qualificado, por tortura, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e para ocultar outro crime. Edson e a mulher dele tinham sido detidos recentemente de forma temporária (7 dias), mas prisão foi convertida em preventiva (por tempo indeterminado).

Edson está encarcerado no Presídio Estadual de Canela, enquanto a sua companheira foi colocada em liberdade porque segundo a Polícia, o real envolvimento dela nos fatos ainda está sendo esclarecido.

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