Era óbvio: Renato fica e o Grêmio é campeão

6
2007


Era óbvio. As duas notícias que coloriram ainda mais a boa fase do Grêmio eram obviedades que, obviamente, os torcedores do Grêmio ficaram receosos a respeito.

Uma semana inteira que precedeu uma final onde o assunto não foi o título é algo bizarro, mas que aconteceu. Desde a entrevista de Renato Portaluppi, nosso ídolo maior, após a partida contra o Monagas pela Libertadores, criou-se no ar uma dúvida quanto a sequência de Renato no comando do Grêmio em função de uma proposta do Flamengo.

Me incomodou profundamente a posição de alguns gremistas a respeito de Renato. Se trata do ídolo máximo desta instituição. Um homem pelo qual devemos respeito e reverência, carinho e amor profundo. Ouvi nas ruas gente praguejando contra o clima que ele criou ao dizer a um repórter que “a resposta poderia ser diferente domingo”, ao negar sua ida ao Rio de Janeiro neste momento.

Amigos, era óbvio. Era evidente que Renato ficaria. Após a sequência de polêmicas sobre arbitragem do primeiro jogo e um possível uso da violência por parte do time de Pelotas na segunda partida, Portaluppi com maestria fez o que já havia feito em outras oportunidades: desviou o foco da imprensa. “Blindou o grupo” como ele mesmo diz. Uma semana que os tabloides gaúchos e nacionais poderiam falar qualquer coisa sobre os jogadores do Grêmio, mas falaram apenas sobre ele.

Renato sonha com a seleção e tem todo o direito disso. E para um treinador chegar lá, precisa de um currículo recheado de títulos. Qual a chance maior de conquistar isso senão em um clube onde ele venceu quatro taças nos últimos 16 meses?

Renato não é bobo, ao contrário de muita gente por aqui.

“Ah, mas ele disse que sonha em treinar o Flamengo”, ouvi gente reclamando por essas bandas.

E qual o problema? Lá ele também é ídolo, embora aqui seja praticamente um deus. Porém, não sejamos tolos, amigos. Sabemos que um dia a boa fase termina e com ela, outra obviedade, o ciclo de treinador. É o primeiro a sair quando as coisas não vão bem, é assim que o futebol brazuca funciona, infelizmente.

Quando a fase boa dele terminar aqui, ele tem uma porta aberta lá. Fez mais que certo em deixar essa porta.

Afinal, o dia que Renato deixar a Arena, eu quero que seja pela porta da frente. Que seja sem desgastar a imagem de ídolo que nos trouxe de volta a nossa grandeza, como Felipão acabou por desgastar a dele na última passagem.

Que seja antes da fase ruim vir, não tem problema.

Mas a boa ainda vai durar algum tempo, fiquem tranquilos.

E sobre o jogo? Ah, o Grêmio que já tinha feito 4 a 0 na Arena, fez mais 3 ontem e reconquistou o Rio Grande depois de oito anos.

Mas isso também era óbvio.

Paulinho Rahs

6 COMENTÁRIOS

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