Entre Folhas e Peles

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Foto: internet.


Aconteceu no Éden, apelidado Paraíso. Uma diretriz foi dada pelo Criador naquele jardim – “Não coma da Árvore do conhecimento do bem e do mal”. Todas as outras estão liberadas, inclusive a da Vida que se encontra no centro do jardim ao lado da outra. Sim, eram duas e não uma única árvore no meio do Jardim.

Mas a curiosidade foi maior! O apelo visual, sensitivo, de empoderamento, da ilusão da auto-divinização foi maior, irresistível. “Comam que serão como Deus”. Quem não morderia? E eles abocanharam a isca! Homem e Mulher numa mordida fatal! Separaram-se de si, do outro, da natureza, de Deus, da eternidade em Sua presença. Nunca mais seríamos os mesmos. Os brilhos da terra, do ego de todos os matizes inspirariam e condicionariam os caminhos humanos a partir de então.

Neste gesto tresloucado de independência do Criador, a vergonha, o medo, ansiedade passaram a ser as companhias na dor de não mais ser na relação com aquele que a cada dia visitava o casal para um chimarrão vespertino! “ADÃO, ONDE ESTÁS!?” Voz e realidade que ecoa até hoje! Escondidos, Adão e Eva no Paraíso. E para tentar minimizar a sensação de nudez, vergonha e incompletude fazem roupas de folhas de figueira (Gn 3.7). Desajeitadas, mal cosidas, insuficientes. Puxa daqui, descobre ali! Estão nus diante de quem conhece mais do que atos de rebelde autonomia. Sabe de nossas entranhas mais profundas. E um abismo se formou. O Criador de um lado estendendo a mão. A criatura de outro dizendo: não preciso de ti! Me basto! Veja meu lindo vestido! Observe meu terno Armani!

E assim caminha a humanidade desde então! Autônoma, bem vestida, morta! Ensimesmada, rendida ao deus do ouro e da prata, donos de si, iludidos zumbis! Homens e mulheres confeccionando roupas, máscaras, imagens a partir de si e da natureza. Viraram suas costas a quem os amou e criou. Seguem cambaleantes, trôpegos em meio ao breu da vida, alimentando-se de migalhas. Desesperador princípio, meio e fim. Se não fosse um detalhe neste enredo trágico. Um animal foi morto e roupas de pele foram vestidas no casal (Gn 3.21)! Uma vida dada por outras vidas. Isto te faz lembrar algo? Vejam o que um dos seguidores mais próximos de Jesus – Pedro, Apóstolo, escreve sobre isto e assim concluo: “Uma vez que vocês chamam Pai aquele que julga imparcialmente as obras de cada um, portem-se com temor durante a jornada terrena de vocês.

Vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver que lhes foi transmitida por seus antepassados, mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito, conhecido antes da criação do mundo, revelado nestes últimos tempos em favor de vocês. Por meio dele vocês crêem em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos e o glorificou, de modo que a fé e a esperança de vocês estão em Deus” 1ª Pe 1.17-21

Estas são palavras da mais pura esperança ao que crê! Um Cordeiro perfeito foi sacrificado e agora fomos cobertos por sua pele! Um sangue, que simboliza vida foi derramado em nosso lugar. Isto é a Páscoa Judaica. Esta é a Páscoa Cristã realizada no Cristo Jesus na Cruz daquele Calvário Romano. Uma vez por todas! DEFINITIVA! Você crê assim? Se sim, sei que sua Sexta-feira Santa, Silêncio do Sábado e Ressurreição no Domingo farão todo sentido! Portanto FELIZ PÁSCOA!!!

DEUS TE ABENÇOE HOJE E SEMPRE! ESA

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