Em parceria com o Sindtur, Secretaria do Meio Ambiente divulga material educativo sobre esgotamento sanitário

0
381
Foto: Divulgação.


As estruturas que compõem a rede pública de esgotamento sanitário compreendem sistemas de coleta, tratamento e destino final, visando o controle de doenças e outros agravos.

Existem duas redes coletoras básicas a serem conhecidas: a rede de drenagem pluvial, que coleta água da chuva, composta por tubulações, galerias e bocas de lobo; e a rede coletora de esgoto cloacal, que coleta o efluente sanitário dos empreendimentos e domicílios.

Estas duas redes, a de drenagem pluvial e a coletora de esgoto cloacal, cumprem funções muito distintas, a primeira capta águas superficiais depois das chuvas e pode ser direcionada diretamente para os cursos d’águas naturais. Enquanto a segunda coleta esgoto sanitário e deve ser direcionada para Estações de Tratamento de Esgoto antes de serem lançadas em curso d’água natural.

Em Gramado são encontradas duas situações, que conforme a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, trazem preocupações. Elas são: imóveis com ligações irregulares de esgoto cloacal na rede de drenagem pluvial, provocando contaminação dos cursos d’águas naturais por lançarem efluentes sem tratamento para o meio ambiente; e empreendimentos com despejos irregulares de materiais sólidos na rede coletora de esgoto cloacal, prejudicando o funcionamento da rede, provocando entupimento das tubulações e extravasamento de esgoto, principalmente na área central do município.

Para o bom funcionamento da rede de esgoto algumas medidas devem ser adotadas como, por exemplo, nunca jogar nas pias, ralos e vasos sanitários resíduos como óleo de cozinha, papel higiênico, fraldas, absorventes, preservativos, cotonetes, cigarros, remédios vencidos ou qualquer outro material sólido.

Os empreendimentos, por sua vez, devem ter especial atenção quanto ao despejo irregular de gordura diretamente na rede coletora de esgoto cloacal. A tubulação da rede cloacal é desenvolvida para captação de efluente sanitário como a água de descarga, sendo a gordura de cozinha a principal causa de entupimento da rede coletora de esgoto, provocando transtornos e prejudicando a imagem da cidade.

Todos os imóveis devem possuir caixas de gordura instaladas adequadamente e devem receber manutenção periódica. A limpeza destas caixas deve ser feita de acordo com o tamanho da caixa de gordura e uso do imóvel, ou de acordo com as especificações da Licença Ambiental (para os empreendimentos).

A Secretaria do Meio Ambiente ainda ressalta que a gordura é lixo e não esgoto, portanto, não pode ser descartada na rede de esgoto.

Limpeza da caixa de gordura

A limpeza da caixa de gordura é relativamente simples, basta abrir a tampa e recolher o resíduo. A gordura fria acaba se solidificando e pode ser armazenada em sacos plásticos e disposta com o lixo orgânico para a coleta ou coletado por caminhões do tipo limpa-fossa, não devendo ser despejada na rede de esgoto.

Para mais informações confira o material sobre Esgotamento Sanitário produzido para a 16º Semana do Meio Ambiente: https://www.gramado.rs.gov.br/storage/attachments/v8mE7qEWkIUnF9UEqgYwuXqc5DYHhjRiIC6wrr1c.pdf

Proposta de Regimento Interno do Conselho Municipal de Saneamento ocorrerá em nova data

Devido às restrições da Bandeira Vermelha no Modelo de Distanciamento Controlado do Governo do Estado, a SMMA informa que a “Apresentação da proposta de Regimento Interno do Conselho Municipal de Saneamento (CMS)” acontecerá em data posterior, ainda sem definição. Tal medida faz-se necessária em cumprimento as medidas de controle determinadas pelo Governo Estadual.