Em liberdade provisória, Titchoritcho é executado a tiros no Piratini

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Execução ocorreu na Rua Henrique Bertoluci Foto: Execução ocorreu na Rua Henrique Bertoluci.


Na noite de segunda-feira, 23 de outubro, Gramado registrou o segundo homicídio de 2017. Por volta das 23h30, Dilson João Machado, 54 anos, foi executado a tiros em frente a casa onde morava na Rua Henrique Bertoluci, no bairro Piratini.

Conhecido como Titchoritcho, a vítima ficou com sinais de perfurações na cabeça, braço, mão e rosto. No local, do crime a Perícia recolheu 15 estojos (cápsulas deflagradas) de pistola calibre 9 mm.

Conforme o delegado Gustavo Barcellos, informações preliminares indicam que a pessoa que disparou contra Titchoritcho estava a bordo de um veículo, modelo ainda não confirmado. “Foram várias perfurações, é possível que tenham descarregado a arma, mas não dá pra afirmar isso,” comenta Barcellos. Um laudo de necropsia deverá apontar quantos tiros acertaramTitchoritcho.

A vítima tinha histórico de envolvimento com o tráfico de drogas, por isso, uma das hipóteses que está sendo levada em consideração pelos investigadores é a de que a execução tenha relação com o comércio de entorpecentes.

Envolvimento com quadrilha

“Não descartamos essa possibilidade, mas o que de fato motivou o crime é o que vamos tentar esclarecer. Vamos trabalhar incessantemente. Testemunhas estão reticentes, estão com medo, é um caso de difícil elucidação, mas vamos esclarecê-lo o quanto antes,” destaca Barcellos.

Um possível envolvimento de Titchoritcho com uma quadrilha também está sendo apurado. Ele não era casado e morava com a mãe.  As recentes prisões de Titchoritcho realizadas pela Polícia Civil foram em 2011, duas vezes em 2012, 2014 e 2016, todas por tráfico de drogas. O acusado já esteve recluso no sistema prisional.  Atualmente Titchoritcho estava em liberdade provisória.