“É chegado o momento do acesso e participação dos munícipes, num movimento coletivo transparente”, afirma o ativista cultural Paulo Pontes

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Paulo Pontes é atualmente Coordenador Cultural de Políticas Públicas Sociais de Gramado. Foto: Acervo Pessoal.

Há 23 anos acompanhando o desenvolvimento de Gramado, Paulo Roberto Vargas Pontes, militante e ativista cultural, sempre esteve lutando pelas causas sociais, culturais e de direitos pelo coletivo. Há cerca de 11 anos trabalhando na Prefeitura Municipal de Gramado, Pontes possui uma vasta experiência profissional como Servidor Público. Desde março de 2009, o ativista está lotado na Secretaria Municipal de Cultura, onde esteve sempre buscando uma cultura social inclusiva para os gramadenses, como também realizando inúmeros projetos que vem trazendo um avanço cultural para Gramado. Há pouco, foi aprovado o Plano Municipal de Cultural de Gramado, mais um projeto onde o Coordenador Cultural de Políticas Públicas e Sociais de Gramado participou e que trará estabilidade e mais desenvolvimento para a cultura gramadense. Conheça Paulo Pontes e a a história da cultura de Gramado.

GN – Há quanto tempo moras e/ou conheces Gramado? 

Paulo – Bem, na verdade já residi em Gramado por duas oportunidades, sendo que; a primeira vez foi na década de 80, para ser mais exato, estabeleci residência no Município no Inverno de 1986(Junho), finalizando minha estadia domiciliar em 1998, quando me mudei com a família para o Município vizinho de Canela, devido à problemas pessoais relativos à saúde da finada  esposa. No ano de 2000, retornei com a família para Porto Alegre devido à um grave problema de saúde da esposa, hoje já falecida. Meu segundo retorno à Gramado ocorreu em Novembro de 2008, onde fixei residência até Setembro de 2010, quando fui domiciliar no Município vizinho de Nova Petrópolis, no qual; me encontro até a presente data, porém sempre envolvido com a Cultura Social Inclusiva do Município de Gramado, junto à Secretaria Municipal da Cultura, na qual estou lotado desde Março de 2009. Somando os anos  entre o residencial e o profissional, em verdade lá se vão 23 anos, nos quais, acompanho o desenvolvimento turístico, econômico, educacional e sócio cultural do Município de Gramado.

GN – Qual a tua profissão? 

Paulo – Sou formado em Tornearia Mecânica, Desenho e Projetos de Máquinas Mecânicas, Almoxarife e Expedidor de Áreas Mecânicas, sendo que; atualmente sou Servidor Público.

GN – Há quanto tempo trabalhas na Prefeitura Municipal de Gramado? 

Paulo – Exatamente 11 anos e 09 meses.

GN – O que o levou a trabalhar no Serviço Público? 

Paulo – Foi num momento casual nas militâncias e passos da vida, mais por meio de caminhadas comunitárias e consciência política de participação, busca de direitos, justiça social e cidadania, questões que sempre me motivaram a exercer uma visão mais profunda nas distorções sociais e educacionais. Sempre fiz militância ativista pelas causas sociais, culturais e de direitos pelo coletivo. Acredito que o meu trabalho como Líder Comunitário, despertou atenção em algumas pessoas ligadas e com liderança junto às diversas siglas partidárias do Município na época. Não nego, pois muito me honrou receber convites de lideranças politicas de Gramado para fazer parte em suas agremiações partidárias, porém; me defini por uma sigla que me externou convite para participar do Pleito Eleitoral na busca de uma vaga de Vereador na Nobre Casa Legislativa do povo gramadense. Essa nobre e relevante decisão ocorreu no ano de 1992, no qual sagrei-me Suplente pela coligação “Compromisso com o Futuro” – PDT/PMDB. Minha participação nessa distinta caminhada eleitoral, levou a minha pessoa à ser convidado por lideranças do PDT da época e com a aprovação do Governador Alceu de Deus Colares à iniciar minha caminhada, agora no Serviço Público, sendo nomeado como Servidor e Agente Classe “B” na Agência do IPE do Município de Gramado.

GN – Quais os Cargos que já ocupas-te como Servidor Público? 

Paulo – Como frisei anteriormente, Agente Classe “B” na Agência do IPERGS  de Gramado(1993) – Chefe de Núcleo de Programação Esportiva(CMD), Chefe de Equipe de Promoção Cultural, Membro do COMDICA, representante do Poder Executivo, Membro da Comissão Executiva Municipal do 32º JIRGS, na Prefeitura Municipal de Canela(2000) – Oficial de Gabinete, Membro do Conselho Municipal de Direitos Humanos, Membro do Conselho Municipal de Assistência Social, Membro da Comissão Municipal de Erradicação do Trabalho Infantil(COMPETI), Coordenador de Políticas Públicas pela Livre Orientação Sexual representante da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana da Prefeitura Municipal de Porto Alegre(2006/2007 Eleição de Conselheiros Tutelares) – Chefe de Gabinete, Coordenador de Políticas Públicas pela Livre Orientação Sexual e Auxiliar da Coordenação do Povo Negro, representando a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana da Prefeitura Municipal de Porto Alegre(2007/2008) – Gerente Cultural de Ações Comunitárias de Inclusão Social da Sub-Secretaria Municipal de Cultura/Prefeitura Municipal de Gramado(2009/2011), Coordenador Cultural de Políticas Públicas Inclusivas da Secretaria Municipal da Cultura, Membro da 1ª, 2ª, 3ª e 4ª Gestão do Conselho Municipal de Política Cultural(Vice-  Presidente na 1ª, 2ª e 4ª Gestão), Membro do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, Membro do Conselho Municipal da Mulher, Coordenador do 2º e 3º Fórum Cultural de Gramado/Prefeitura Municipal de Gramado(2012/2020).

GN – Atualmente qual cargo ou função que ocupas na Secretaria da Cultura? 

Paulo – Sou Coordenador Cultural de Políticas Públicas Sociais.

GN – É visto que vens lutando há tempos para garantir acessibilidade, inclusão, pertencimento e autonomia sustentável por meio da cultura aos munícipes gramadenses natos e aos gramadenses de “coração”, mas, de onde vem essa relação com a cultura? 

Paulo – Sempre procurei ser um elemento participativo dentro da sociedade civil organizada, principalmente no meio cultural artístico. Nos meios coletivos, nos fóruns de direitos, nas forças do debate, nos grupos culturais formadores de opinião, enfim, sempre me forjaram o espírito, fundiram minha determinação, enraizaram meu sentido social altruístico, com atitudes incisivas que me levaram à explorar os vínculos entre o discurso e o poder, entendendo que podemos contribuir para a noção de que mudanças em práticas discursivas, a exemplo do aprimoramento de técnicas de vigilância constante no processo de aplicação e encaminhamentos de Políticas Públicas de Cultura Inclusiva, são um indicativo de mudança social de participação de todos.

GN – Como Coordenador Cultural de Políticas Públicas Sociais da Secretaria da Cultura, o que achas que Gramado necessita, para que seus munícipes e cidadãos tenham acesso pleno à Cultura num todo? 

Paulo – Bem, acredito que, quanto ao Município de Gramado, o mesmo já se encontra praticamente contemplado com os Elementos Constitutivos dos Sistemas de Cultura, se não; vejamos: Órgão Gestor da Cultura(Secretaria Municipal da Cultura), Sistema Municipal de Cultura, Conselho de Política Cultural, Sistemas Setoriais de Cultura, Sistema de Financiamento à Cultura (Fundo Municipal de Cultura), Conferência(s) Municipal de Cultura, Fóruns de Cultura e Plano Municipal de Cultura. É chegado o momento do acesso e participação dos munícipes, num movimento coletivo transparente, integrando o Poder Público Municipal, através da Secretaria Municipal da Cultura e a Sociedade Civil, para que possamos todos avançarmos na compreensão e no esclarecimento do conteúdo dos direitos culturais vigentes, promovendo uma tomada geral de consciência do valor positivo das Políticas Públicas de Cultura Inclusiva num sentido único de incorporar, aperfeiçoar, preservar e otimizar de forma contínua os métodos culturalmente adequados para a comunicação e a transmissão do saber cultural.

GN – Quais os avanços relevantes que foram obtidos na cultura gramadense nos últimos anos? 

Paulo – Em primeiro plano, foi o movimento e o envolvimento disciplinado da Classe Cultural local em prol da visibilidade artística e cultural, da participação econômica e sustentável da cultura, do acesso à memória e pertencimento, enfim, dos saberes e fazeres, sendo que; essa autêntica atitude coletiva, resultou em cinco Associações de Artesãos, duas Associações de Artistas Plásticos e Visuais, duas Casas de Memória Étnica Cultural(Luso Açoriana/Italiana), reestruturação e relocação do Museu Municipal Professor Hugo Daros, Associação dos Artistas de Rua. Outro fator importante no  desenvolvimento político cultural do Município, foram os debates democráticos de cunho cultural, encontros, palestras, fóruns e conferências que solidificaram e conduziram o DNA artístico da Classe Cultural à novos rumos…. novas lutas…. novas conquistas, às quais resultaram no protagonismo de seis(06) Elementos Constitutivos dos Sistema de Cultura. Nós Agentes de Cultura, lotado(s) na Secretaria Municipal da Cultura, somos sabedores que a área da Cultura passa hoje por uma nova fase que se caracteriza pela definição e implantação das Políticas Públicas de Cultura Inclusiva, com acesso constante e contínuo ao munícipe gramadense de todas as idades, condições sociais, etnias, raças, gênero, diversidade religiosa e opções sexuais.

GN – Há pouco, foi aprovado por unanimidade na Câmara Municipal de Vereadores o Plano Municipal de Cultura, explique como o Plano de Cultura vai ajudar o Município de Gramado e seus munícipes à prosperar de forma cultural nesta área? 

Paulo – Sempre tive nítida a compreensão que a Cultura pode e deve ser utilizada como fator de desenvolvimento municipal e fonte de atração de investimentos, na qual favoreça numa maneira distinta e honrada, a geração de renda que possibilite a inclusão social e cultural das pessoas. Ao possibilitarmos ações de projeção da cultura local, conquistaremos resultados positivos para os cidadãos, até porque, a Cultura pode e deve ser trabalhada como ação afirmativa e consequentemente como fator de elevação da autoestima das pessoas, na preservação dos usos, da memória histórica, dos costumes e saberes locais do território do Município. O Documento Base da Cultura do Município é um instrumento que elaborará estratégias e definirá uma estrutura de Políticas Públicas que regulará, direcionará e realizará uma transparente política municipal de Cultura, que deve incluir as modalidades da expressão cultural, em suas diversas linguagens artísticas, juntamente com suas manifestações culturais. Existe uma diversidade cultural e étnica racial muito grande no Município de Gramado, que de certa forma estimula o pluralismo de estilos, modalidades e maneiras de fazer cultura, o que torna necessário a implementação de Sistemas Setoriais de Cultura. A cultura pode ser explorada nos diferentes setores e/ou segmentos, tais como: economia, turismo, educação, assistência social, meio ambiente, artes visuais, literatura, teatro, circo, dança, patrimônio histórico, manifestações artísticas populares, artes cênicas, canto coral, culturas étnicas e outras. Claro, teremos um plano operativo compartilhado com a sociedade civil, neste caso específico, a Classe Cultural com relevante representatividade no Conselho Municipal de Política Cultural, no qual, em parceria coesa, diálogo aberto e uníssono se ofertarão no porvir alternativas e oportunidades no campo da Cultura no Município, portanto, é uma imensa ferramenta que contribui e contribuirá para dar estabilidade às Políticas Públicas de Cultura.

GN – Como será executado o Plano Municipal de Cultura? 

Paulo – O Plano de Cultura foi concebido para ser um instrumento participativo das políticas de desenvolvimento, que compreende uma série de elementos por vezes variáveis, mas em geral,  é composto de diagnósticos, princípios, objetivos, diretrizes, estratégias, ações e metas, que serão utilizados para orientar a condução da Política Cultural local e é claro, por ser um Plano Decenal com planejamento de médio e longo prazo, transcende as mudanças periódicas de Governos e/ou Gestores. Essas medidas já tuteladas por Lei, adotarão medidas e programas que reconheçam, valorizem, protejam o Patrimônio Histórico Material e Imaterial de Gramado e com determinação promovam o acesso à diversidade cultural de forma transversal em todo o território do Município sem exceção. Esses elementos culturais, indicadores e informações substanciais vão se basear em um conjunto de estratégias de planejamento que nos auxiliará em um maior controle, mas, para isso ocorrer, devemos ter uma visão ampla sobre as dimensões da cultura no contexto social, educacional, cultural, econômico e humano, além de compreendermos como e porque ela influencia diretamente no desenvolvimento municipal, afinal, somos uma cidade estritamente turística, bebemos….comemos e respiramos turismo. O Sistema Municipal de Informações e Indicadores Culturais à ser implantado no Município, nos dará a radiografia cultural de Gramado num todo, dando-nos subsídios importantes para o desenvolvimento político territorial do Plano de Cultura e legítima-lo por direito no município de Gramado, pois finalmente o “CPF da CULTURA” está concluído: Conselho, Plano, Fundo.

GN – Sabe-se que um dos problemas na área cultural é o aporte financeiro. Quais as ações realizadas em Gramado para melhorar esta situação? 

Paulo – Sim, todos somos sabedores que desde 2013, foi criado e institucionalizado no Município o Fundo Municipal de Cultura, instrumento de aporte financeiro para apoiar, fomentar, financiar e impulsionar a produção cultural local. Sou plenamente consciente que desde a criação do Fundo de Financiamento à Cultura, os investimentos foram escassos, aquém do desejado pela Classe Cultural, porém; nunca se deixou de se investir nos projetos culturais dos artistas locais através de Editais, na busca de captação de recursos oriundos do Governo Estadual, proventos financeiros por meio de Emendas Impositivas de Vereadores da Casa Legislativa Municipal com a intermediação direta de representantes do Conselho Municipal de Política Cultural. Louvo e saúdo à todos os munícipes gramadenses por terem  o Plano Municipal de Cultura, “antes tarde do que nunca”, pois por diversas oportunidades, embora tenhamos feito excelentes Projetos de Captação de Recursos endereçados aos Governos Estadual e Federal, não obtivemos êxito, simplesmente por não termos na época ainda concluído e institucionalizado o Plano Municipal de Cultura no Município de Gramado. A Cultura sempre foi e sempre será uma ótima opção de investimento para a geração de trabalho, renda e inserção social para Municípios, sendo que; inclusive para o nosso Município de Gramado e, num futuro bem breve deve ser estimulada por meio de programas, projetos e leis que trarão à tona uma imensa perspectiva otimista de recursos para os gestores, produtores culturais, artistas, profissionais da cultura, enfim; toda a classe cultura com certeza será envolvida. Com o Documento Base/Plano de Cultura “nas mãos” e desenvolvido através das Políticas Públicas de Cultura, com bons projetos culturais efetuados pela imensa Classe Cultural, é possível alavancar parcerias e incentivos. Outro vetor de financiamento da Cultura está no estímulo  e fomento de parcerias com a iniciativa privada, por meio de Lei e Fundo Municipal de incentivo à produção cultural, para a realização de eventos, patrocínios, prêmios culturais e outros(as), inclusive através dessas parcerias também poderão ser promovidos projetos que, embora na forma inicial não possuam potencial econômico ou relevância escalonada, apresentam características que garantem o desenvolvimento e a produção local, sendo mais além ainda, estimulam projetos inovadores e importantes também na esfera da Educação, da Assistência Social, às quais utilizam atividades de cunho cultural com complemento psicopedagógico social para prevenção de uso indevido de drogas psicoativas e reinserção social plena.

GN – Gramado possui um planejamento para isso? 

Paulo – Sim, já foi desencadeado o esboço, sendo que se encontra à frente deste feito a Secretaria Municipal da Cultura, juntamente com o Conselho Municipal de Política Cultural e, é claro; a Classe Cultural. Serão lançados um conjunto de programas, ações e atividades de Políticas Públicas desenvolvidas pelo Poder Público Municipal, através da competência da Secretaria Municipal da Cultura, com a participação de entes públicos e/ou privados, que visem assegurar determinado direito de cidadania, de forma difusa ou para determinado seguimento social, cultural, étnico e/ou econômico. As Políticas Públicas de Cultura à serem inseridas no Município serão constituídas por instrumentos de planejamento, execução, monitoramento e avaliação, encandeados de forma integrada e lógica, na qual se segue: Planos, Programas, Ações e Atividades.

GN – O que se pode esperar culturalmente no futuro de Gramado? 

Paulo – Nossos sentimentos bons pelo lugar no qual nascemos e fomos criados, sempre vão conosco e nos ajudam a lembrar de que aquilo que somos, começou à ser construído ali. É a partir do nosso “território”, das nossas raízes, da nossa memória étnica, dos nossos pertencimentos históricos, da nossa oralidade ancestral, que observamos e nos relacionamos com o mundo, como no caso de Gramado, onde é possível enxergar do mais alto Pico de Serra do Município, enxergar a deslumbrante e infinita paisagem exterior. Sempre teremos diversos motivos para lembrar de onde viemos e essa trajetória estará carregada da história, costumes, e valores daqueles nossos lugares e daquela nossa gente, nossos antepassados, nossos valorosos ancestrais que nos deixaram um belo “Território de Identidade Histórica Cultural”. Por muito tempo não se compreendia a CULTURA como uma necessidade essencial do Povo e, não foi uma época tão distante, pois essa lacuna inculta, essa primitiva exclusão cultural coletiva permaneceria até meados de 2003, momento em que se inicia uma nova visão sistemática à respeito da Sra. CULTURA no Brasil e sua construção institucional inserida coletivamente em discussão e debates transversais.  À partir de Março de 2009, a “cultura” ainda adolescente, começou à “madurar”, tomar formas, mostrar sua silhueta mais esbelta, trilhar caminhos mais contornáveis, tudo isso à partir da institucionalização de uma Sub-Secretaria da Cultura no Município. Graças ao bom DEUS, já vejo um futuro próspero e integrado para a Cultura em Gramado, sábios são os caminhos que ela trilhará, essa Cultura bem trabalhada, louvada e devidamente lapidada com certeza levará crianças, jovens adolescentes, enfim, uma imensa Classe Cultural à ampliar seus universos artístico, à se fazerem uma indústria cultural. Tenho plena fé, que inúmeros projetos culturais porvir trabalharão com um conceito de cultura mais próxima e ampliada, ou seja, não uma Cultura vista apenas como “evento cultural”, mas, compartilhada com a inclusão, cidadania, sustentabilidade, patrimônio e outros elementos da área da cultura. Os desafios, contudo são muitos, só peço-lhes; fiquem vigilantes, continuem à postos, pois cabe aos educadores, a classe cultural, os gestores, os agentes de cultura, a sociedade civil engajada formular aproximações possíveis, um relacionamento sério, uma amizade irremovível, enfim;  um amor duradouro até o nosso DEUS envelhecer. 

GN – Como o Paulo Pontes avalia a área cultural de Gramado? 

Paulo – Ah…onze anos já se passaram, muitas lutas, reuniões, debates, discussões, artigos de cultura para Jornais local, determinação e fé, muitas transformações no meio cultural, por vezes frustrações, dissabores no cotidiano, mas; lá no âmago do espírito uma mente acreditando, jamais deixei de acreditar que a Cultura através das Políticas Públicas de Inclusão seria um luz benéfica para Gramado. Nunca, jamais à entendi como peça obsoleta, um jogo de de cinco letras, algo sem darmos a mínima atenção, pelo contrário; sempre à vi como ferramenta política de transformação social, educacional e até mesmo cultural, para os que desacreditavam dela. A caminhada foi longa, por vezes exaustiva, mas, chegamos nos finalmente, claro, ainda temos algumas ruelas, alguns percussos, mas, não percalços. A classe cultural hoje tem  senso de maturidade, não deseja, pois sabe o que quer e porque quer, uma Sociedade Civil que anseia cultura, quer se incluir, participar, ser cultura sempre que for possível. A Cultura instiga a boa convivência familiar e comunitária, manifesta sobre as pessoas uma real motivação para que não só a arte, mas, também a vida seja conduzida por inspirações culturais distantes do risco social e do sistema de exclusão. Com todo o respeito, agora ela irá  muito melhor, o Plano está aí….é de todos VOCÊS….parabéns….. VOCÊS merecem!