Detento executado a tiros já tinha sofrido atentado em Cidreira

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A Polícia Civil de Gramado preliminarmente acredita que a execução à tiros de Diego Henrique Antunes Bertoldi, 28 anos, ocorrida no início da madrugada desta quarta-feira, 29 de agosto, no bairro Mato Queimado pode ter sido um acerto de contas.

A vítima foi morta no interior da casa em que estava na Rua Angelina Carberlon Michaelsen, com tiros no rosto, tórax e pescoço. Pelos menos três homens armados com pistolas 9mm e com os rostos encobertos por toucas ninjas participaram do crime. A companheira de Bertoldi estava na casa quando os bandidos chegaram dizendo que eram policiais. Ela foi levada para fora do imóvel enquanto a vítima era assassinada.

Bertoldi estava usando tornozeleira eletrônica quando foi morto. Possivelmente estava se escondendo em Gramado porque tinha família na cidade. Ele já tinha sofrido um atentado em Cidreira e depois do ataque mudou-se para a Serra. A Polícia suspeita que Bertoldi integre alguma facção criminosa, uma vez que tem antecedentes criminais por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

O rapaz tinha histórico policial que também incluía delitos como roubos, porte ilegal de arma de fogo, homicídio e duas tentativas de homicídio, mas nenhum dos delitos tem vínculo com Gramado. “A principal linha de investigação é acerto de contas e certamente tem relação com o fato ocorrido em Cidreira,” comenta o delegado Gustavo Barcellos que chefia as investigações sobre o caso.

O assassinato de Bertoldi que era natural de São Leopoldo foi o sétimo homicídio registrado em Gramado neste ano, sendo possivelmente o quinto relacionado ao tráfico de drogas.