Detento é atingido por sete tiros na saída do Presídio de Canela

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Um acerto de contas entre grupos criminosos rivais da região pode ser a motivação da tentativa de execução um detento do regime semiaberto do Presídio Estadual de Canela.

O ataque ocorreu no início da manhã desta segunda-feira, 24 de outubro, tendo como alvo Claudir Luiz de Souza, 43 anos. Por volta das 6 horas, o apenado tinha deixado os limites do estabelecimento prisional e estava entrando em um carro como caroneiro quando um homem dentro de um Sandero de cor escura abriu fogo contra Claudir.

O detento teria sido alvejado por vários disparos. Claudir foi socorrido e encaminhado para o Hospital de Caridade de Candela (HCC), onde foi submetido a cirurgias, mas está em estado grave. Três balas teriam ficado alojadas no corpo da vítima.

“Informações preliminares indicam que ele foi alvejado por pelo menos sete tiros,” conta o delegado Vladimir Medeiros. Poucas horas depois, o veículo usado na tentativa de execução do apenado foi encontrado queimado, no bairro Carniel, em Gramado.

Ligação com o tráfico de drogas

Claudir tinha a alcunha de Caxias. Na sua ficha policial constavam delitos como roubos, tráfico de drogas, receptação e porte ilegal de arma de fogo. A maioria das infrações ele tinha cometido em Caxias do Sul e Farroupilha. “Mas ele já estava há certo tempo em Canela,” destaca Medeiros.

“Estamos no início das investigações, mas geralmente este tipo de crime é um acerto de contas de grupos criminosos que têm ligações com o tráfico de drogas,” comenta Medeiros.

Segundo a autoridade policial, a arma usada no atentado foi uma pistola 9mm, o mesmo calibre utilizado na execução de Dilson João Machado, 54 anos, na Rua Henrique Bertoluci, no bairro Piratini, em Gramado, na noite de segunda-feira, dia 23.

Conhecido como Titchoritcho, a vítima ficou com sinais de perfurações na cabeça, braço, mão e rosto. No local, do crime a Perícia recolheu 15 estojos (cápsulas deflagradas) de pistola calibre 9 mm.O delegado Vladimir comentou a possibilidade do dois crimes terem relação. “Por estarmos no início das investigações remotamente não descartamos essa possibilidade,” diz Medeiros.