Descriminalização das drogas e redes sociais

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Há uma campanha circulando pelas redes sociais, no sentido de não descriminalizar drogas no Brasil. Ocorre que descriminalizar não é sinônimo de legalizar, a saber: legalizar quer dizer que é possível comprar droga, enquanto que descriminalizar significa que o usuário não será criminalizado pelo uso de droga.

Para facilitar a compreensão do problema das redes sociais, necessário é, resgatar a celebre frase do escritor Nelson Rodrigues: “toda unanimidade é burra”.

Com todo respeito aos usuários de redes sociais, isso é pura verdade, mesmo que haja redes sociais na qual, todos participantes tenham graduação superior. Isso não os autorizam a opinar sobre assuntos que não tenham domínio. É simples fato de se especializarem em determinado assunto, lhes “emburrece” nas demais áreas do conhecimento.

Como se isso não fosse suficiente, há algo mais grave, por incrível que parece, a saber: em duas redes sociais, onde só há profissionais de área da saúde, sendo uma de psicólogos e outra mista, composta de médicos, enfermeiros, profissionais de comunidade terapêutica e etc, foi possível constatar essa ignorância, no tocante ao tratamento de pessoas com vícios.

Na CID 11, cuja versão na língua portuguesa estará disponível a partir de 2020 traz um novo entendimento sobre o uso de drogas, que promove a dependência do uso de substância. Porém no DSM-5, já traduzido para língua portuguesa, já traz a mesma interpretação da CID 11.

Resumindo, não se usa mais o termo “dependência química” e sim “dependência do prazer que a droga lhe proporciona”. Tendo este entendimento o processo término da dependência torna-se mais eficaz, bem como, torna-se desnecessário a utilização de outras drogas para combater o vício de drogas ilegais.

Resumindo, não sejam contra da descriminalização das drogas, se receberem “panfletos digitais” em suas redes sociais, sobre este assunto, repassem o link desta coluna.